André Giusti - foto: Luana Lleras
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Pequena sessão de consultório sentimental

É óbvio que ninguém gosta de alguém por que quer gostar. Se fosse assim, não haveria sofrimento, muito menos dupla sertaneja. A gente gosta porque gosta, e em boa parte dos casos não consegue a explicação. Mas quem sabe o tempo e as cicatrizes nos ajudem a entender que é melhor gostarmos de uma pessoa [...]

Fonte www.allposters.com.br

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É óbvio que ninguém gosta de alguém por que quer gostar. Se fosse assim, não haveria sofrimento, muito menos dupla sertaneja.

A gente gosta porque gosta, e em boa parte dos casos não consegue a explicação.

Mas quem sabe o tempo e as cicatrizes nos ajudem a entender que é melhor gostarmos de uma pessoa que se pareça conosco naquilo que temos de bom, que tenha ao menos algumas das nossas (poucas ou muitas) qualidades.

Evitemos, depois de tanta ladeira e trilha acidentada, nos envolvermos justamente com quem possui alguns (ou quase todos) dos nossos defeitos, principalmente os piores.

Procuremos querer aqueles ou aquelas que, a exemplo de nós, gostem de lua derramada em espelho d’água, ou que se lembrem com exatidão do perfume da mata na estrada para Ouro Preto de manhã cedo.

Fujamos, por experiência acumulada, de quem se assemelha a nós naquilo que temos de pior, sejam as inseguranças, os ciúmes descabidos, os complexos de superioridade ou inferioridade, as mesmas invejas.

A possibilidade de as coisas darem certo no primeiro caso é real, mesmo que ainda não tenhamos comprovado, porque, quem sabe, nunca encontramos alguém que se irmane a nós em nosso lado bom da força.

No segundo caso, as hipóteses de sucesso são quase nulas.

E disso nós sabemos muito bem, a ponto de podermos evitar.
*
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Comentário (1)

  1. Ana Maria -

    Só quem passa pela vida experimentando de verdade e aprendendo com a dor, chega a conclusões desse calibre. Sorte das pessoas que, após o aprendizado necessário, encontram gente que “se irmane ao lado bom da força” delas. Muito bons: o texto e a reflexão.

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