André Giusti - foto: Luana Lleras
voltar para o início do blog

Por que pela metade?

Moro há 15 anos em Brasília e jamais havia ido ao Planetário da cidade. E nem poderia. O espaço, um dos mais importantes na difusão do conhecimento científico, especialmente para os mais jovens, estava fechado desde 1997, precisando de reforma. A resposta de porque um lugar assim ficou inacessível à população durante tanto tempo só [...]

Moro há 15 anos em Brasília e jamais havia ido ao Planetário da cidade.

E nem poderia.

O espaço, um dos mais importantes na difusão do conhecimento científico, especialmente para os mais jovens, estava fechado desde 1997, precisando de reforma.

A resposta de porque um lugar assim ficou inacessível à população durante tanto tempo só pode morar no velho descaso do Estado para com o saber, o aprendizado, a cultura.

Todo ano a reforma era prometida. E protelada. Para mim, já havia se tornado lenda.

Até que virou realidade.

E merece aplausos. Nada a reclamar. Pelo menos ao que vi da reforma, nenhuma objeção.

Mas isso do lado de dentro do Planetário.

Do lado de fora, nas calçadas, é recomendável passar de jipe ou moto trail, como bem mostram as fotos.

Planetário 1

Planetário 2

Foram gastos R$ 13 mi na obra. Não sobrou nadinha para tornar melhor a vida de
quem passa pelas calçadas que, junto aos estacionamentos, são caminho obrigatório para o Planetário?

Espantam-me essa capacidade do Estado em fazer o mais difícil, tratar com desleixo o mais fácil e inexplicavelmente deixar as coisas pela metade.

Tags:

Gostou, compartilhe:

Comentários (0)

Deixe o seu comentário!