André Giusti - foto: Luana Lleras
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Postou ontem, morreu de madrugada

Há exatamente 13 horas ele postou aqui no feici búqui uma brincadeira com os torcedores do time adversário. Treze horas. Pouco mais da metade um dia. Agora, pela caixa de mensagens particulares, recebo a informação de que ele morreu esta madrugada. Uma complicação qualquer, decorrente de uma pneumonia, travou o coração e pôs o ponto [...]

Fonte www.humaniversidade.com.br

Fonte www.humaniversidade.com.br

Há exatamente 13 horas ele postou aqui no feici búqui uma brincadeira com os torcedores do time adversário.

Treze horas. Pouco mais da metade um dia.

Agora, pela caixa de mensagens particulares, recebo a informação de que ele morreu esta madrugada. Uma complicação qualquer, decorrente de uma pneumonia, travou o coração e pôs o ponto final em sua vida. Sua conta continua, até que algum parente a encerre. Ou não, mantendo-a viva feito sua lembrança.

Por mais que seja nossa única certeza, a morte terá sempre o poder de nos puxar o tapete, de tirar a cadeira na hora em que vamos sentar.

E em tempos de redes sociais, parece que quando é de repente, torna-se estupidamente mais repentina.

Postou ontem. Morreu de madrugada.

Nos dias de hoje, passar da vida para a morte pode ser tão rápido quanto publicar alguma coisa na rede social.

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Comentários (3)

  1. Ana Maria -

    É como se fosse uma estrada, nunca sabemos o que vem depois da próxima curva… Como sempre, lindo texto!

  2. ricardo rodrigues -

    Passar da vida para a morte sempre foi rápido. O que as redes sociais aceleraram foi a comunicação dessa passagem.

  3. Denise Giusti -

    Sim, muito rápido, André. Por isso cada dia procuro viver mais o hoje da melhor maneira possível. Belo texto para reflexão.

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