André Giusti - foto: Luana Lleras
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Reaprender

O Sérgio Augusto Novaes Cabral postou o link da gravação ao vivo dessa música aí debaixo. O meu link é a versão de estúdio. Certamente é o maior hit do Foreigner, uma banda meio farofa meio sessão da tarde (é só reparar no vídeo, que está a uma passo da cafonice). E eu não tô [...]

O Sérgio Augusto Novaes Cabral postou o link da gravação ao vivo dessa música aí debaixo.

O meu link é a versão de estúdio.

Certamente é o maior hit do Foreigner, uma banda meio farofa meio sessão da tarde (é só reparar no vídeo, que está a uma passo da cafonice).

E eu não tô nem aí, porque me amarro no Foreigner e essa é, em minha opinião, uma das canções mais lindas de minha geração e de toda a história da música pop.

E torna-se mais bela pela lembrança que me traz.

É que a 1ª vez que a ouvi foi em uma baita festa pra lá da Curicica, um lugar no Rio que à época era provável que fosse demarcado pela Funai, mas que hoje deve estar coalhado de condomínios e shoppings com estátua da liberdade na entrada.

Não conhecia a dona da festa, fui arrastado por um camarada da escola, que tinha um fusca azul com um siri enfeitando a alavanca de câmbio.

Eu ainda não tinha idade para dirigir.

Mas como o fuscão azul vivia sem gasolina e a gente sem dinheiro, fomos de ônibus.

Na volta, perdemos o busum / baú e tivemos que andar durante duas horas – mato de um lado e de outro – no meio da madrugada.

Tudo isso para pegar um 2º ônibus que nos levaria até um ponto onde, então, pegaríamos um último até em casa.

Passamos mais tempo indo e voltando do que na festa.

E rimos de tudo, e nos divertimos com tudo.

E a música se tornou inesquecível, e todo aquele tempo também.

Por que a gente desaprende a relaxar quando cresce, quando vira adulto?

Não deveríamos, porque quando começamos a envelhecer, percebemos que precisamos urgentemente reaprender.

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