André Giusti - foto: Luana Lleras
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Reflexões alheias sobre a catadora que passou em concurso público

Ouvi ou li, por alto, sobre a catadora de latas que passou em um concurso público com salário de R$ 7 mil ou algo próximo disso. Na correria dos compromissos, acabei não me aprofundando no assunto, mas isso não impede de apoiar, palavra por palavra, o que disse, no fecibúqui, Sabrina Steinke. Confiram. A notícia [...]

Ouvi ou li, por alto, sobre a catadora de latas que passou em um concurso público com salário de R$ 7 mil ou algo próximo disso. Na correria dos compromissos, acabei não me aprofundando no assunto, mas isso não impede de apoiar, palavra por palavra, o que disse, no fecibúqui, Sabrina Steinke. Confiram.

A notícia da catadora de latas do DF que passou no concurso e blá blá blá.
Certo meu povo:
“é só ser esforçado”;
“está na miséria = é preguiçoso”;
“estão vendo, quem quer supera tudo e vence”;
“o trabalho dignifica o homem”; e afins.

Pois digo, tenho pena de quem não percebe que esse caso é exceção.
E que usar isso como exemplo para os menos favorecidos chega ser ofensivo.
Precisamos de educação de qualidade e igualitária, para que todos possam competir (sim, no sistema que estamos inseridos a gente compete com o coleguinha) em igualdade de condições.
Por fim, parabéns para a moça. Mas que não sirva de “exemplo para que se mantenha uma sociedade desigual e que excluí “quem não é esforçado”. Não justifica a exclusão.

Catadora

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