André Giusti - foto: Luana Lleras
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Serenidade mais que Justiça

Hoje acordei pensando que a palavra mais necessária no Brasil hoje, nesse exato momento em que escrevo, e pelo jeito nos próximos dias, é serenidade. Exatamente agora precisamos até mais de serenidade do que Justiça. Nesse estado de nervos, com os ânimos desse jeito, sem a primeira não virá a segunda. Não é metendo os [...]

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Hoje acordei pensando que a palavra mais necessária no Brasil hoje, nesse exato momento em que escrevo, e pelo jeito nos próximos dias, é serenidade.

Exatamente agora precisamos até mais de serenidade do que Justiça. Nesse estado de nervos, com os ânimos desse jeito, sem a primeira não virá a segunda.

Não é metendo os pés pelas mãos que conseguiremos um país melhor. Pelo contrário, o tornaremos ainda pior.

Agora há pouco, na Band, vi um rapaz sendo espancado… porque estava de camiseta vermelha.

Ontem, uma mulher levou um soco de um homem porque não quis segurar a bandeira do Brasil que ele lhe ofereceu.

É claro que isso parte dos dois lados, não é só de um. Portanto, é estupidez multiplicada.

Dessa forma, muito cuidado, porque, com toda a razão que você tem de pedir Justiça, você pode estar se envolvendo com quem na verdade quer justiçamento.

E estes trazem a reboque dois outros tipos de pessoa. Uns, que se aproveitando da histeria, da irracionalidade do momento, tentam perpetrar a mesma situação contra a qual você está bradando neste momento.

E um outro grupo, mais perigoso e pernicioso, um grupo que vai para manifestações democráticas eivado de ódio aos negros, aos pobres, aos nordestinos, aos direitos das mulheres.

Esse grupo ‘tá ali, na beirada, esperando que os dois lados majoritários morram abraçados para receber, no colo, o poder.

E esse grupo odeia as liberdades, qualquer uma, começando pela de expressão, a religiosa e a de se manifestar.

E aí você, que hoje está meio exaltado, talvez passe a ter que ficar calado, porque com eles no poder é provável que você não poderá falar mais nada.

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