André Giusti - foto: Luana Lleras
voltar para o início do blog

Setembro em Brasília

O vento arrasta as últimas folhas secas e avisa que a chuva não tardará tanto mais, embora não venha amanhã nem depois, ou no final da outra semana. Avisa que ela está em casa, preparando-se para sair, feito mulher com seus longos banhos, colônias e cremes. Antes de vir – lembra o vento – a [...]

O vento arrasta as últimas folhas secas e avisa que a chuva não tardará tanto mais, embora não venha amanhã nem depois, ou no final da outra semana.

Avisa que ela está em casa, preparando-se para sair, feito mulher com seus longos banhos, colônias e cremes.

Antes de vir – lembra o vento – a chuva passará na casa da primavera, e juntas buscarão a esperança, trazendo-a criança para todos nós.

Tags:

Gostou, compartilhe:

Comentários (7)

  1. Teresa -

    A secura de Brasília me impacienta. Por outro lado te deixou mais poeta ainda. Lindo texto! E a palavra criança entrou com uma precisão… Vivência de pai dá nisso.
    Abs, teresa

  2. Henrique -

    Lindo. Poesia em prosa.

  3. Denise Giusti -

    Lindo texto, poético! Adoro!

  4. Raymundo Jr. -

    Após as primeiras chuvas, Brasília ficará ainda mais bonita! Agora, estamos penando com a seca! Belo texto André!
    Abraço
    Raymundo Jr.
    Asa Norte

  5. Rodrigo Santos -

    Se bem que esse ano, não custava nada ela nos fazer uma surpresa e chegar mais cedo, belo poema, parabéns, André

  6. André Giusti Autor do post -

    Obrigado, Jandira, pelo elgoio e pela participação.Um abraço.

  7. Jandira -

    Muito lindo! Só tem que lembrar pro governador “novato” que antes que a chuva saia de casa é bom limpar as galerias de águas fluviais, nessa época sempre cheias das folhas secas arrastadas pelo vento… <3

Deixe o seu comentário!