André Giusti - foto: Luana Lleras
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Spotlight, uma aula de jornalismo no cinema

Ao público em geral, um aviso: “Spotlight, segredos revelados” não é um filme sobre abuso sexual cometido por padres contra crianças. Definitivamente, o mote do filme é apenas isso, um mote, e fica em segundo plano, embora em um e outro momento nos cause indignação e revolta. Aos jornalistas, um outro aviso: é um filme [...]

http://www.adorocinema.com/

http://www.adorocinema.com/

Ao público em geral, um aviso: “Spotlight, segredos revelados” não é um filme sobre abuso sexual cometido por padres contra crianças.

Definitivamente, o mote do filme é apenas isso, um mote, e fica em segundo plano, embora em um e outro momento nos cause indignação e revolta.

Aos jornalistas, um outro aviso: é um filme sobre nossa profissão, que nele é retratada com suas mazelas e emoções, mas acima de tudo mostrada com sua verdadeira função e da forma como realmente deve e precisa ser exercida, ou seja, como instrumento de defesa dos interesses da sociedade. E apenas e simplesmente isso: defesa dos interesses da sociedade, de ninguém mais além da sociedade.

É filme obrigatório para os alunos de jornalismo, porque mostra como nosso ofício é maravilhoso, inigualável quando feito com gana, como amor, com paixão, mas acima de tudo com responsabilidade, comprometimento com a verdade dos fatos e com ética, inclusive da empresa jornalística.

Assistam e comparem com as aulas da faculdade e com o estágio que vocês fazem durante seis horas de segunda a sexta. Vejam em que ponto as coisas estão erradas em sua formação profissional e tentem mudá-las, mesmo que aos poucos, e começando pela própria conduta de vocês.

Mas é filme obrigatório também para os profissionais, inclusive os que já têm anos de formados.

Se para estudantes e focas apresenta uma forma acertada de se exercer o jornalismo, para nós, cascudos e rodados em redações e plantões de fim de semana e feriados, sejam de rádios, TV’s, impressos ou eletrônicos, Spotlight nos refresca a memória.

Ele nos lembra que nossa tarefa diária vai muito, mas muito mais além do encargo burocrático de se limitar a ouvir apenas dois lados de uma história, ou ainda dar-nos por satisfeito porque conseguimos passar a informação em tempo real antes do colega que está sentado ao nosso lado na coletiva.

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