André Giusti - foto: Luana Lleras
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Tensão e doideira na telona

Assisti a dois filmes neste fim de semana que penso valerem registro. O primeiro é Três Corações, uma produção francesa do ano passado. A história trata de uma terrível coincidência amorosa, que embora inusitada, não isenta nenhum mortal de vivê-la, mesmo que a possibilidade seja menos que ínfima. Dois pontos me chamaram a atenção no [...]

Fonte vimeo.com

Fonte vimeo.com

Assisti a dois filmes neste fim de semana que penso valerem registro.

O primeiro é Três Corações, uma produção francesa do ano passado.

A história trata de uma terrível coincidência amorosa, que embora inusitada, não isenta nenhum mortal de vivê-la, mesmo que a possibilidade seja menos que ínfima.

Dois pontos me chamaram a atenção no filme. Um é a tensão permanente, que vai quase da primeira cena até a última.

O outro é o final. Feliz? Triste? Trágico? Suave?

Necessário, eu diria.

Fonte www.adorocinema.com

Fonte www.adorocinema.com

O segundo é Um pombo pousou num galho refletindo sobre a existência, um filme de nacionalidade quadrupla.

Se o título causa estranheza, espere para ver o filme.

Ele é tão estranho, que provoca até gargalhadas em alguns momentos, especialmente no começo.

Mas logo depois o que aparece na tela é de dar nó na cabeça.

Quando algo ameaça fazer sentido, há um novo surto no roteiro, na direção, e tudo volta a ser um quebra cabeça lisérgico de dez mil peças.

Não se sinta burro quando sair do cinema.

Desconfie é da honestidade intelectual de quem disser que esse filme é uma obra de arte, uma sacudida da genialidade na mesmice do cinema.

Porque não é.

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Comentário (1)

  1. Ana Maria -

    Concordo em “gênero, número e grau”. Três Corações é verdadeiro, vibrante e envolvente do início ao fim. O filme do pombo, é como dizemos lá em Minas: “trem doido dimais da conta, sô”!

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