André Giusti - foto: Luana Lleras
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Um dia, um verão

Verão de 1984. Mais de uma hora de ônibus até a praia, em Ipanema, posto 9, em frente à rua Joana Angélica. Me achava o Menino do Rio, o André de Biase do subúrbio. Amarrada no cadarço do calção a grana certa prum guaraná (Guaraná Taí, gostoso como um beijo!) e um pão de mel [...]

Verão de 1984.

Mais de uma hora de ônibus até a praia, em Ipanema, posto 9, em frente à rua Joana Angélica.

Me achava o Menino do Rio, o André de Biase do subúrbio.

Amarrada no cadarço do calção a grana certa prum guaraná (Guaraná Taí, gostoso como um beijo!) e um pão de mel na padaria da esquina com a Visconde de Pirajá.

Na cabeça era tanto sonho que um verão só não bastaria para viver tudo.

No coração, a alegria de encontrar meus amigos e saber que iríamos rir muito, muito mesmo.

Nos ouvidos, essa canção do Slade, que tocava de 5 em 5 minutos na Rádio Cidade.

Nada de viver no passado, mas às vezes dá vontade de voltar lá rapidinho, dar uma choradinha de alegria e, pronto, encarar de novo o presente, que é o que existe de verdade.

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