André Giusti - foto: Luana Lleras
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Viado, não. Macaco, outra vez

Quem tinha alguma esperança de que a torcida do Grêmio fosse aplaudir e apoiar o goleiro do Santos ontem teve que enfiar a viola no saco. Foi perda de tempo esperar que a torcida do tricolor gaúcho se empenhasse em mostrar ao país que não, não é racista, embora eu queira acreditar que realmente uma [...]

Quem tinha alguma esperança de que a torcida do Grêmio fosse aplaudir e apoiar o goleiro do Santos ontem teve que enfiar a viola no saco.

Foi perda de tempo esperar que a torcida do tricolor gaúcho se empenhasse em mostrar ao país que não, não é racista, embora eu queira acreditar que realmente uma grande maioria não seja. O problema é a frustração por esta grande maioria não ter se manifestado.

Na primeira partida depois de ter sido chamado de macaco pela torcida gaúcha, Aranha foi vaiado pela turba adversária. Além disso, escutou desta vez outro coro do preconceito: foi chamado de viado.

Na saída do jogo, à beira do gramado, foi abordado por dois repórteres locais (veja no link https://www.youtube.com/watch?v=nuQBdlZhJew#t=88 ). Uma delas riu da insistente (e justa) indignação do goleiro ainda quanto ao episódio do dia 28 de agosto. O outro repórter deixou claro que não concordava com a visão do goleiro de que as vaias de ontem não eram vaias normais, vaias de jogo.

É óbvio que não foram vaias de jogo.

Como óbvio também é que os gritos de viado não queriam dizer viado. Queriam dizer, novamente, macaco.

 

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