
Ao dar com o título do mais recente livro de Alexandre Brandão, não resisto à piada: é uma obra cuja leitura não cansa.
Passada a cretinice, digo que sempre que vou começar um livro do Brandão, o faço com a muita tranquilidade da certeza de que vou gostar.
Seu trabalho é de uma qualidade constante nos estilos em que transita: poesia, novela e conto. Seu mais novo lançamento não sai dessa curva, mas em vários momentos consegue surpreender (ainda): “Putz, tá melhor do que no último livro.
Elenco três contos como exemplo do que disse acima : Lipe e o Bibelô (fantástico, um final belíssimo); Chorão, em que Alexandre Brandão ensina aos escritores novos (e aos mais velhos também) como transformar melancolia em literatura; e finalmente Ao Longo da Noite, a estranha história de um pai que leva o filho para a selva noturna dos prazeres e vícios, um conto que se destaca principalmente pela originalidade da história.
Ao terminar a leitura desse novo trabalho de Alexandre Brandão, a gente fica pensando que os verbos, sei lá por qual motivo, podem até estar cansados, mas o autor anda bem animado e bem disposto, sim, senhor.

Com uma leitura dessas, até os verbos respiraram fundo e se dissseram: vamos à luta!
Obrigado, companheiro.