
Embora envolva uma criança, esse vídeo não tem absolutamente nada de engraçado e fofinho.
O que ele é é muito babaca, isso sim.
Se quando eu era moleque, fizesse isso que esse garoto está fazendo, tomava um tabefe na orelha capaz de virar o pescoço.
É claro que a forma não era correta (era o entendimento de educação infantil vigente à época), mas o conteúdo da reprimenda estava claro: respeite as mulheres.
Quando comecei a me entender como homem e a me engraçar para cima das meninas, meu pai me pegou e disse: “respeite a filha dos outros”.
Esse garoto do vídeo sequer tomou um puxão pelo braço, levando-se em conta a hipótese bastante clara de que o homem que o tira de perto da mulher, sem qualquer reprimenda, seja o pai ou responsável por ele.
Eu acho que o combate à violência contra a mulher começa na casa de quem tem filho homem, bem cedo, quando ainda estiver longe de lhe nascerem os primeiros pentelhinhos. Só acho.
E reparem que a moça ri o tempo todo, como se o moleque não estivesse lhe passando a mãozinha boba no buzanfã .
Aí também fica difícil

Realmente desrespeitoso!! Parece tão inocente… mas é assim mesmo que começa!
Odeio violência contra a mulher, o homem, a criança, os bichos, odeio violência. E acho, só acho que estas questões deveriam ser, também, no mínimo, dialéticas, considerando também a violência da mulher e muitas delas são sim violentas na língua, na palavra, na frieza psicológica, na maldade, na crueldade, na violência simbólica que as vezes dói muito mais que um bofetão, um chute, um tapa na cara. Muitas mulheres exercem a violência simbólica, psicológica, emocional, sexual, etc. e como tais violências são imateriais e não mensuráveis, ninguém vê, ninguém dá importância. Mas o olho roxo depois de ser violentado por anos é objeto de ação da polícia, prisão, algemas, processos.
Não é, em absoluto que se a mulher exerça – e claro que não todas – a violência simbólica e psicológica que ela tenha que sofrer a violência física, isso nunca, mas temos que ampliar o olhar, a relação de ação e reação, ou conforme queiram, de causa e efeito para que ambas as violências sejam evitadas e que todos vivam em paz e harmonia.
Outro dia fui tentar conversar com uma feminista a acabei de conhecer na feirinha da ponta da asa norte, mas sem chance. Ela não ouvia, não contextualizava, não dialogava. Tirou um nariz de palhaço que tinha na bolsa, colocou na cara, começou a dançar, me provocar, dar gritos e provocar tumultos. Precisamos acabar com esta preciosidade que é o feminismo cínico, burro, violento, rasteiro, subdesenvolvido. Um feminismo latino americano, de quinta que coloca a violência física a cima da simbólica e ambas são, igualmente cruéis, pérfidas e doloridas.
Não em todos os casos mas devemos evitar isso em todas as ordens. Muitas mães são extremamente violentas, tem seus filhos preferidos e violentam toda a prole, escamoteiam, fingem, mentem, blefam. A maioria das professoras são assim e muitas mulheres no poder viram machos ferozes e cruéis como lindamente retrata Rose Mary Muraro no seu livro Os seis meses em que fui homem, que aliás, todo feminista e todo não feminista deveria ler.
Sejamos contra todo tipo de violência. Limpamos o mundo deste que talvez seja o maior de todos os males.