
Neste dia dezessete de abril completa dez anos de uma das sessões mais sombrias da história da Câmara dos Deputados.
Era noite de domingo quando centenas de vermes referendaram o primeiro passo a favor do golpe que tirou do poder uma presidente legitimamente eleita. O segundo, e definitivo, seria dado pelo Senado quatro meses depois.
Entre esses vermes, estava um deputado completamente inexpressivo, que em sua vida parlamentar totalmente insignificante, embora dispendiosa para o bolso do contribuinte, jamais apresentou um projeto de lei e, menos ainda, foi relator de alguma matéria legislativa.
Esse estúpido começou a entrar para a história naquela noite de espíritos do mal ao elogiar o maior torturador de que se tem notícia no mapeamento do terror da repressão no Brasil.
Se tivesse sido imediatamente advertido por quem presidia a sessão (outro verme, se todos se recordam) e logo em seguida respondido por quebra de decoro parlamentar, é possível que o país não estivesse atravessando esses últimos anos em que nossa democracia, às vezes, parece uma tísica subindo uma ladeira inclinada.

O verme está atrás das grades domésticas, mas seu sobrenome ameaça, com real possibilidade, voltar a aparecer em documentos oficiais da pátria, tudo isso depois que encabeçou uma tentativa de golpe de estado com direito a matar o presidente e o vice-presidente eleitos democraticamente.
Mas o que me parece tremendamente absurdo é que entre os dispostos a empurrar novamente essa família rampa do Planalto acima estão milhões de pobres, pretos, gays, mulheres e nordestinos, recortes da sociedade brasileira que sempre foram alvos de preconceito e desprezo por parte do elogiador de torturador e admirador de barbárie.
Eu realmente não entendo como pobres, pretos, gays, mulheres e nordestinos podem votar em quem quer varrê-los da paisagem brasileira (pode-se usar varrer com o sentido de exterminar).
Essa gente, e os eleitores tradicionais e consagrados da família verme, me dão vontade de mandar o Brasil ir se fuder.
O problema é que se você, feito eu, não tem como ir morar no exterior, acaba se fudendo junto.

(Por José Rezende Jr.)
Além de pobres, pretos, gays, mulheres e nordestinos: gente q viu mãe, filho, companheiro, companheira etc morrendo sufocados por falta de vacina, e ainda assim votou no sujeito q atrasou de forma criminosa a compra da vacina e zombou das pessoas q morriam sufocadas. Gente q votaria de novo e mil vezes no tal sujeito. E q, por conta da prisão e da inelegibilidade do próprio, vai votar no filho dele, q é igual ou pior. Como explicar esse tipo de gente?
O que me deixa perplexo André, é que as chamadas “minorias” tão vitimizadas, acusadas, rechaçadas e até assassinadas por esta gente nbrasioleira que não tem valor, também se junta aos jagunços do crime organizado para arreganhar o cu ao Tio Sam. Nem a Ditadura Militar originada por um golpe de estado financiado por Lyndon Johnson (aquela aberração humana que sucedeu JFK) foi tão reacionária quanto a total falta de caráter, educação, conhecimento político, econômico, social, cultural, geográfico, moral, sexual, BURRO, energúmeno. Hoje, a mentira religiosa baseada no pentateuco judaico, adaptada vao neofascismo ilude um brasileiro idiota que ganha bons salários e um proletário “de cor”, “viado”, “puta”, vagabunda” e “feia” como doutrina de Jesus Cristo. E, com isso, reverte o que seria dissernimento eleitoral em voto de cabresto imposto por malafaias, messias, vieiras, mourões, nogueiras, vorcaros, carecas e o que mais o caralho os valha. Dói saber que em 39 anos de jornalismo atuei ao lado de camarões que eram idolatrados pelos jornalões e globos como os “ases da notícia”. Neste momento, comprovam que esses mitos que ainda estão por aí são fantoche do dinheiro por debaixo dos panos e servem ao CAPETÃO interpretando0 ao inverso as notícias e fatos e tentando consolidar um pensamento desagregador e degenerativo ao povo brasileiro.
Eu estava lá naquele dia terrível. Pensei que, no dia seguinte, aquele verme sofreria algum processo por quebra de decoro parlamentar. Santa ingenuidade! Virou presidente do Brasil. Somos um país de merda mesmo.
Pois é… coisas que parecem “menores” e a maioria vem com o “deixa pra lá” depois se mostram a origem de males maiores. Em tudo na vida há que se ter responsabilização, mas na vida pública deveria essa responsabilização ser multiplicada por 2, 3… afinal, como representantes do povo deveriam ser exemplo de conduta e moral, mas infelizmente é tudo o que nao sao.
Maravilhoso 👏👏👏
Representou bem o que eu sempre coaduno!! Verme…verme, sempre verme!!