André Giusti - foto: Luana Lleras
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Dica

Neste livro de contos, lançado já há uns bons cinco anos, Eduardo Sabino se diferencia dos escritores contemporâneos em um detalhe: coloca humor em suas histórias. Tenho lido muitos autores e autoras dez, 20 anos mais jovens do que eu, e posso dizer que há muita gente boa, mandando bem o seu recado. Mas quase [...]

Naufrágio entre amigos

Neste livro de contos, lançado já há uns bons cinco anos, Eduardo Sabino se diferencia dos escritores contemporâneos em um detalhe: coloca humor em suas histórias.

Tenho lido muitos autores e autoras dez, 20 anos mais jovens do que eu, e posso dizer que há muita gente boa, mandando bem o seu recado.

Mas quase sempre é uma literatura carregada de angústia, seja pela injustiça social, pela discriminação de qualquer tipo, pela família e até pela própria vida, que às vezes parece mesmo sem sentido.

Sabino fala disso tudo e é angustiado também, mas ao contrário de seus pares de geração, usa o humor e nos arranca risos (pelo menos de mim ele conseguiu isso).

Mas não é esse humor televisivo, de Porta dos Fundos ou stand-up comedy, que escorregam com alguma frequência para o banal e o lugar comum.

É um humor cáustico, o que melhor cabe na literatura.

E mais ainda nos dias atuais.

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