André Giusti - foto: Luana Lleras
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Poesia

Enquanto não publico meu livro Os Filmes em que Morremos de Amor, vou postando os poemas na minha fã peigi no feici búqui. Um deles é este, que integra uma sequência chamada O Rio de janeiro, fevereiro e março, sobre o cada vez mais quente verão carioca. Dá uma conferida lá. O endereço da página [...]

Enquanto não publico meu livro Os Filmes em que Morremos de Amor, vou postando os poemas na minha fã peigi no feici búqui. Um deles é este, que integra uma sequência chamada O Rio de janeiro, fevereiro e março, sobre o cada vez mais quente verão carioca. Dá uma conferida lá. O endereço da página é este: https://www.facebook.com/home.php . Boa leitura.flamboyants

O Rio em janeiro, fevereiro e março.

V.

Os flamboyants sangrando
nos galhos suspensos
são corais que se entediaram do mar
e foram viver nas árvores.
Outras flores
de nomes confusos
esperam entardecidas
o vento furioso
de um provável temporal.
O sol é um tigre asiático,
devora meus ombros
com fome de três dias.
Samambaias avencas
begônias jiboias
por trás dos muros que fervem
rezam pela misericórdia
da brisa.
As sombras heroicas
irredutíveis
montam guarda
embaixo das mangueiras
das amendoeiras
e aguardam que cheguem
suas irmãs noturnas
recortadas pela lua.
Deus é um pintor de horas vagas
que carrega nas cores
de vez em quando.
*
(1995)

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