André Giusti - foto: Luana Lleras
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Velha posando de mocinha

Em tempos de caçada ao voto, ressurge um velho discurso com métrica de frase de efeito e pose de moderno, inovador, revolucionário em termos de gestão pública: o Estado precisa ser administrado como uma empresa. É um equívoco para engambelar os mal informados produzido pela falácia capciosa dos mal intencionados. Estado não pode ser administrado [...]

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Em tempos de caçada ao voto, ressurge um velho discurso com métrica de frase de efeito e pose de moderno, inovador, revolucionário em termos de gestão pública: o Estado precisa ser administrado como uma empresa.

É um equívoco para engambelar os mal informados produzido pela falácia capciosa dos mal intencionados.

Estado não pode ser administrado como empresa porque simplesmente os dois são totalmente diferentes, com finalidades diferentes. Se assim não fosse, não haveria necessidade de Estado. Ou de empresa.

Empresa é para dar lucro.

Estado é para bem servir à sociedade, à população em suas necessidades básicas. Deve ser bem gerido, é claro, mas não com o modelo empresarial, que nele não cabe.

O olho dos que defendem essa ideia não mira bons hospitais, boas escolas. Mira a venda do patrimônio público a uma meia dúzia de três ou quatro, para que fiquem mais ricos os de sempre.

Desconfie de quem posa de moderno mas passa longe de antigas mazelas, como distribuição de renda, moradia ao alcance de todos, escola básica forte, medicina gratuita e preventiva.

É apenas uma velha caquética vestida com roupa de mocinha.

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