André Giusti - foto: Luana Lleras
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O que vai acontecer a partir de agora deve servir de aprendizado, porque tudo que nos acontece é lição, embora quase nunca a gente perceba. A 1ª lição, para mim, já está dada, mesmo que esse novo (?) tempo ainda nem tenha começado. Essa lição é algo que comprovei em minha vida pessoal nos últimos [...]

Brasília de fato

Brasília de fato

O que vai acontecer a partir de agora deve servir de aprendizado, porque tudo que nos acontece é lição, embora quase nunca a gente perceba.

A 1ª lição, para mim, já está dada, mesmo que esse novo (?) tempo ainda nem tenha começado.

Essa lição é algo que comprovei em minha vida pessoal nos últimos seis anos: a felicidade acaba e os rompimentos e as perdas são inevitáveis.

Aliás, a dor nessa vida é inoxorável e o nosso problema é achar que ela não faz parte, que ela é um incidente, uma derrapagem, um evento extraordinário.

Não, ela é do jogo, e também fenece, passa, como seus contrários alegria e prazer.

Então, tá tudo certo, se a gente pensar assim: tivemos dias ensolarados de praia, em que as ondas, a areia, o vento eram para todos.

Agora é a vez da tempestade, com suas nuvens bem escuras, raios ameaçadores e trovões sacudindo paredes e vidraças.

Normal, vai acabar também, e servirá para que valorizemos ainda mais os dias de sol, para que nos encorajemos a sair na tempestade, construindo novos dias azuis, refletindo, inclusive, sobre o que fizemos de errado para que o tempo virasse assim desse jeito, com esse gosto amargo de dilúvio do retrocesso.

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