André Giusti - foto: Luana Lleras
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A agradável surpresa da paz e da liberdade

Na última 6ª feira meu combalido celular bateu a cassuleta. Levou um tombo (mais um) e agora tomará de vez seu destino final, que, espero não seja o de sujar mais o planeta. Por uma série de contingências, acabei ficando ‘ “incomunicável” durante exatas 24 horas. De início, veio aquela sensação de estar no filme [...]

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Na última 6ª feira meu combalido celular bateu a cassuleta.

Levou um tombo (mais um) e agora tomará de vez seu destino final, que, espero não seja o de sujar mais o planeta.

Por uma série de contingências, acabei ficando ‘ “incomunicável” durante exatas 24 horas.

De início, veio aquela sensação de estar no filme O Náufrago, do Tom Hanks. Sem o Tom Hanks.

Bateu também gosto de que eu estava nu em plena Avenida Rio Branco, procurando um jornal pra esconder as partes.

Só que lá pelo meio da tarde de sábado percebi que estava era me sentindo bem.

Muito bem, aliás, com mãos vazias e olhos liberados para prestar atenção às cores do dia, às flores da estação.

Atenção às pessoas que passavam por mim.

Mas o melhor foi perceber um silêncio relaxante dentro de minha cabeça, silêncio que me convidava a ouvir os meus próprios pensamentos, e não os pitacos de
Clementino ou Verediana sobre a menstruação das abelinhas da Malásia.

Me veio também uma paz deliciosa, paz de não ter como verificar compulsoriamente fotos, vídeos, amenidades de gente que nunca verei, de lugares a que nunca irei.

Experimentem, pois, ao menos uma vez por semana, 24 horas de liberdade.

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