André Giusti - foto: Luana Lleras
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Os cegos que não querem ver

O que anda me assustando nos últimos dias nem é mais a conduta do mandatário. Por mais superficial que tenha sido o acompanhamento de sua (nula) vida parlamentar ao longo de 30 anos, era impossível esperar algo diferente, embora o quilate das mentiras, das tolices e das asneiras esteja superando o que projetava meu pessimismo [...]

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O que anda me assustando nos últimos dias nem é mais a conduta do mandatário.

Por mais superficial que tenha sido o acompanhamento de sua (nula) vida parlamentar ao longo de 30 anos, era impossível esperar algo diferente, embora o quilate das mentiras, das tolices e das asneiras esteja superando o que projetava meu pessimismo em 1º de janeiro.

Entendidos dizem que é proposital, é cortina de fumaça com o objetivo de jogar para debaixo do tapete a falta de coordenação política, que prefiro chamar de falta de capacidade mesmo.

Mas nem mesmo essa estratégia, se existe mesmo, também me assusta tanto quanto a reação dos que escolheram seu voto a partir de verborragia e mentiras.

Continuam incólumes em sua crença de que optaram pelo melhor para o país.

Ou não falam nada, parecendo não perceber um pingo sequer da chuvarada de imbecilidades, ou então, o que é pior, permanecem “cornetando” com o que sua capacidade alcança, que é ou enxergar perseguição comunista em tudo ou insistir no patético mi mi mi para revidar o que lhes é contrário.

“O pior cego é o que não quer ver” é frase atribuída a Heloá Marques.

E de quatro em quatro anos, é também o que pode votar.

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