André Giusti - foto: Luana Lleras
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A intolerância com gatos pode chegar ao poder

Em uma das quadras da Asa Norte, dito bairro nobre de Brasília, há um cabo de guerra entre moradores por causa de uma simplória família de gatos. É que alguns colocam água e ração para os bichanos que, com a despensa garantida, não abandonam as redondezas. E aí começa a birra dos outros vizinhos, incomodados [...]

Enciclopédia do gato - WordPress.com

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Em uma das quadras da Asa Norte, dito bairro nobre de Brasília, há um cabo de guerra entre moradores por causa de uma simplória família de gatos.

É que alguns colocam água e ração para os bichanos que, com a despensa garantida, não abandonam as redondezas.

E aí começa a birra dos outros vizinhos, incomodados com a presença dos gatinhos.

Soube que há discussão esquentada em grupos de zap por causa da pensão completa aos felinos.

O síndico de um dos blocos já até mandou que porteiros vigiassem quem se aventura na compaixão pelos animais.

Não sei o que alegam e, sinceramente, quando passo pelo local, não vejo que transtorno os gatos podem estar causando.

De uns tempos para cá, as vasilhas de água e comida começaram a aparecer viradas.

O mínimo conhecimento sobre gatos informa que não é da espécie sair virando prato onde comem e bebem.

Outro dia, um dos gatinhos apareceu morto.

Era novo ainda, e segundo quem entende de bicho, pela expressão ele morreu sentindo dor, o que ampara a hipótese de envenenamento.

Não cravo que em caso dessa maldade, quem a tenha praticado seja capaz de fazer o mesmo com um ser humano, embora acredite que seja incompatível amar pessoas e odiar animais.

Mas revela, no mínimo, que essas pessoas possuem uma capacidade incomensurável de não tolerar o próximo com suas diferenças.

E capacidade de alastrar a intolerância pela vizinhança.

E até mesmo fazer com que ela chegue ao poder.

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