André Giusti - foto: Luana Lleras
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A (bem) possível felicidade do menos

A moça me conta que quando passou no concurso para o banco foi trabalhar em agência, no atendimento. Logo descobriu que era o que gostava de fazer. Gostava de atender pessoas, de resolver o problema delas, de ajudá-las. Gostava de gente, de conviver com gente. Quando foi transferida de cidade, surgiu a oportunidade de crescer [...]

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A moça me conta que quando passou no concurso para o banco foi trabalhar em agência, no atendimento.

Logo descobriu que era o que gostava de fazer.

Gostava de atender pessoas, de resolver o problema delas, de ajudá-las.

Gostava de gente, de conviver com gente.

Quando foi transferida de cidade, surgiu a oportunidade de crescer na empresa, de chegar à diretoria.

Mas ela não queria.

Queria continuar na agência, resolvendo problemas de pessoas.

O marido reclamou, disse que ela não poderia perder essa chance de crescer, de ser mais, de ganhar mais e ser ainda mais feliz.

Mas ela já era bem feliz na agência porque ajudava pessoas, porque gostava de gente.

O marido disse que ela não poderia continuar com menos, continuar sendo menos dentro do banco.

E ela aceitou crescer no banco, chegar à diretoria.

Mas nunca mais foi tão feliz quanto era na agência.

Resolvendo os problemas das pessoas.

Coitada dela, das pessoas que não tiveram mais a sua ajuda.

Mas, acima de tudo, coitado do marido e da sociedade, que acham que a gente nunca pode ser feliz ganhando menos e sendo menos.

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