André Giusti - foto: Luana Lleras
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A normalidade do atropelo

Não que o Temer não merecesse ser preso. Longe disso. Tinha que ter ido pro xilindró preventivamente no dia em que vazaram as conversas dele com o Joesley safadão. Mas me assusta a reação de um tipo de eleitor, que a cada dia mais se revela sectário. “Quem mandou mexer com o Moro?”, foi o [...]

Blog do BG

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Não que o Temer não merecesse ser preso. Longe disso.

Tinha que ter ido pro xilindró preventivamente no dia em que vazaram as conversas dele com o Joesley safadão.

Mas me assusta a reação de um tipo de eleitor, que a cada dia mais se revela sectário.

“Quem mandou mexer com o Moro?”, foi o tom geral que vi em algumas postagens por aí, referência para a treta entre o ministro e o Presidente da Câmara, casado com a enteada do Moreira Franco, que dançou junto com o Temer.

É claro que não há como se provar se foi o caso, e me estarrece só de pensar que tenha sido, mas claramente, a julgar pelas postagens, está comprovado que uma boa parte das pessoas passou a considerar normal usar o poder de ser governo (e de ser ainda considerado super herói) para resolver diferenças pessoais.

Porque quem pensa assim pode perfeitamente ter elegido quem pensa igual.

E então todos os atropelos, começando pelos da Lei, serão permitidos.

Ps: Do twitter do Chico Alencar, meu deputado sempre, mesmo eu morando e votando em Brasília.

“A prisão de Temer é tardia. Ele só foi preso porque perdeu o foro privilegiado de presidente e porque não serve mais aos interesses da política de coalizão que derrubou Dilma e o sustentou até o fim do mandato. A caixa de Pandora foi aberta. #Temer #TemerPreso

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