André Giusti - foto: Luana Lleras
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Duas historinhas de redação

Dizem que o jornalismo quando não mata, aleija (e é verdade mesmo), mas é uma profissão de ótimas histórias. A repórter iniciante, promessa de grande profissional, procura alguém que tenha tido chikungunya. Liga para dezenas de pessoas, mas ninguém teve a doença. Quando finalmente do outro lado da linha ouve a pessoa dizer “sim, eu [...]

 Joanne Weston

Joanne Weston

Dizem que o jornalismo quando não mata, aleija (e é verdade mesmo), mas é uma profissão de ótimas histórias.

A repórter iniciante, promessa de grande profissional, procura alguém que tenha tido chikungunya.

Liga para dezenas de pessoas, mas ninguém teve a doença.

Quando finalmente do outro lado da linha ouve a pessoa dizer “sim, eu tive”, ela não se contém e fala alto, toda a redação escuta.

- Ai, que bom que você teve!!!!

Me lembrou outro caso.

A produtora da TV está atrás de uma matéria sobre incêndios florestais, mas a chefe quer que ela descubra alguém que tenha tido o sítio, a chácara ou a fazenda queimado por esses incêndios.

Fica sabendo que a vizinha do advogado do pai da madrasta da colega de escola “parece que tem sim um sitiozinho que pegou fogo no ano passado”.

Consegue depois de uma hora o telefone da pessoa.

A mulher atende e ela pergunta se o tal do sítio realmente pegou fogo. E quando a mulher responde “não, minha filha, não teve nada disso”, a coitada da produtora não esconde a decepção.

- Ah, que pena! Ôpa, não! Quero dizer…

Ela tenta corrigir, mas já é meio tarde.

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