André Giusti - foto: Luana Lleras
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Homem comum, preso especial

Como ainda tem gente aqui pelo feici búqui dizendo que o Eike Batista tinha que ficar numa cela comum, com um bando de presos comuns, eu resolvi escrever sobre isso. Em cela comum, tudo bem, mas como presos comuns, jamais. Eike Batista é um homem como outro qualquer, seu dinheiro não lhe faz melhor que [...]

Fábio Motta/Estadão Conteúdo

Fábio Motta/Estadão Conteúdo

Como ainda tem gente aqui pelo feici búqui dizendo que o Eike Batista tinha que ficar numa cela comum, com um bando de presos comuns, eu resolvi escrever sobre isso.

Em cela comum, tudo bem, mas como presos comuns, jamais.

Eike Batista é um homem como outro qualquer, seu dinheiro não lhe faz melhor que nada nem ninguém, principalmente em quesitos morais.

Mas preso comum definitivamente ele não é.

Não pode ser considerado preso comum um homem que teve nas mãos um governador de estado e provavelmente muitos outros do mesmo quilate, ou até maiores.

Se ele morre numa rebelião nesse barril de pólvora que é o sistema carcerário, o país será privado de revelações que podem ajudar a passar a limpo a vida nacional.

Cela comum para Eike, mas de preferência sozinho, e vigiado de perto, porque ninguém sabe do que é capaz um homem que de sétimo mais rico do mundo, se vê de repente comendo farofa na quentinha e fazendo cocô num buraco no chão.
*
Ps 1: A melhor coisa dessa eleição para a Presidência da Câmara é que o Bolsonaro só teve quatro votos.

PS 2: Se você está lendo isso na minha linha do tempo, é porque não comemorou a morte de Dona Marisa Letícia.

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