André Giusti - foto: Luana Lleras
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Nota

Desde que li essa reportagem hoje de manhã, estou me perguntando, de estômago revirado, pra quê nosso dinheiro paga, por meio de impostos, gente como esta, que faz concurso público para ser bandido com a farda de agente do estado. Invariavelmente as vítimas são negros e humildes, do subúrbio. Desta vez, não deu nem para [...]

Desde que li essa reportagem hoje de manhã, estou me perguntando, de estômago revirado, pra quê nosso dinheiro paga, por meio de impostos, gente como esta, que faz concurso público para ser bandido com a farda de agente do estado.

Invariavelmente as vítimas são negros e humildes, do subúrbio.

Desta vez, não deu nem para arranjar, às pressas, aquela versão padrão, que todos que foram repórteres de Polícia conhecem: a de que os mortos tinham envolvimento com o tráfico, o que já manchou a memória de tanta gente que morreu inocente.

Alguma hipótese dessa atrocidade ser cometida em Ipanema ou Leblon contra ocupantes de um BMW ou de um Audi?

Os reaças, e que acham direitos humanos coisa de mulherzinha ou de homem sensível demais, vão escarnecer de mim.

Eu mantenho meu pensamento:

O Brasil é um país segregacionista, racista, violento e discriminatório em sua violência.

http://extra.globo.com/casos-de-policia/cinco-jovens-sao-fuzilados-dentro-de-carro-na-zona-norte-do-rio-18174696.html?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_content=fuzilados&utm_campaign=Extra

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