André Giusti - foto: Luana Lleras
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A dúvida da tolerância seletiva

Trabalho em um dos setores da zona central de Brasília. Toda 4ª feira, à hora do almoço, há na calçada um culto evangélico, bem junto ao prédio em que estou. Sendo ou não adepta da crença, a pessoa ouve os cânticos e a pregação. O culto transcorre em paz, sem que ninguém reclame ou tente [...]

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Trabalho em um dos setores da zona central de Brasília.

Toda 4ª feira, à hora do almoço, há na calçada um culto evangélico, bem junto ao prédio em que estou.

Sendo ou não adepta da crença, a pessoa ouve os cânticos e a pregação.

O culto transcorre em paz, sem que ninguém reclame ou tente impedir que aconteça. Não serei hipócrita: ele me incomoda, mas nada que não seja tolerável, suportável.

Mas gostaria de ver, no mesmo local, em dia alternado da semana, um culto de umbanda ou candomblé, dos quais também não sou adepto.

Será que aconteceriam igualmente em sossego?

É essa dúvida, quanto à tolerância seletiva, que me incomoda.

umbanda

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