André Giusti - foto: Luana Lleras
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A irracionalidade dos lava a jatos

A Câmara Legislativa do Distrito Federal poderia ao menos uma vez na vida provar a utilidade de sua existência e criar lei proibindo o funcionamento de lava a jatos que utilizem água. Numa cidade que se vê ameaçada pela crise no abastecimento, “chega dói” (como se diz no vizinho estado de Goiás) ver centenas de [...]

Lava jato

A Câmara Legislativa do Distrito Federal poderia ao menos uma vez na vida provar a utilidade de sua existência e criar lei proibindo o funcionamento de lava a jatos que utilizem água.

Numa cidade que se vê ameaçada pela crise no abastecimento, “chega dói” (como se diz no vizinho estado de Goiás) ver centenas de litros escorrerem pela lataria dos modelos de luxo dos moradores da capital do país.

Quem quiser carro brilhando, que faça a opção pela lavagem a seco, mais cara, por certo, mas com resultado melhor para o veículo e infinitamente mais racional para o meio ambiente.

Uma vez um frentista de um posto de gasolina aqui de Brasília me garantiu que toda aquela água era reaproveitada.

Quando perguntei para quê, ele respondeu: “Para novas lavagens, doutor”.

Menos mal, mas ainda acho um reuso muito rasteiro face à preciosidade do recurso natural mais importante para a vida do Planeta.

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