O quase amigo adversário político


Estávamos nos primeiros dias de 1988.
Começava a se formar no país a expectativa eleitoral, devido à eleição para Presidente prometida pela Constituição que viraria realidade dali a alguns meses, em outubro.
Eu me colocava: Lula ou Brizola, ainda não sabia ao certo.
Ele achava que Maluf não seria o candidato da direita, não o principal, já que não tinha força fora de São Paulo. Ele não se posicionava.
Achar isso do velho Salim não era se posicionar, de acordo com o meu entendimento de então.
“Vão inventar alguém até lá”, arrisquei sem a mínima perspectiva de que acertaria, e inventaram realmente alguém.
Tínhamos alguma esperança de ver nascer um país melhor até o fim daquela década.
Na verdade, nossas principais discussões eram Beatles ou Stones? Barão ou Legião? , mas havia espaço para a política, debatida sem ameaça de carnificina.
Havíamos nos conhecido poucos meses antes.
Se não chegamos a nos tornar amigos, com o peso que essa palavra precisa ter, fomos bons companheiros, navegando em mesas de bares baratos, filhotes da ditadura naqueles libertinos anos 80, achando que os anos sessenta é que foram dignos de serem vividos.
As distâncias geográficas acabaram nos afastando nos noventa, problema resolvido pelas redes sociais, especialmente o feici búqui.
Era o final da década de dois mil e ele me reaparece como dono de livraria em Cabo Frio.
Eu acabara de lançar um de meus livros, A Liberdade é Amarela e Conversível.
Ele propôs uma noite de autógrafos.
Eu tinha mesmo uns dias de férias para tirar e embarquei rumo ao litoral norte do meu estado.
A noite de autógrafos foi um fracasso.
Não vendi livro nem para pagar uma coxinha no aeroporto.
Acho que só fui ao Rio para descobrir que meu antigo camarada era tucano, tucanaço, numa época em que o PSDB era partido e o Vasco era time.
Mais de vinte anos depois daquelas nossas mornas e insossas conversas sobre política, ele deu umas espinafradas no então governo Lula, o segundo, mas não houve avanço de conflito.
É bom lembrar que não se sentia no tucanato ranço de nazismo, e até por isso eu aceitava conversar com quem votou no Fernando Henrique.
O problema dos tucanos é que queriam vender o país todo pro capital estrangeiro.  Só isso.
Estávamos numa mesa de bar, na beira da praia, em Cabo Frio.
Ele chicoteando o Lula, e eu, defendendo.
Mas sem ofensa, sem estupidez, algo impensável de 2018 para cá, nesses tempos de inteligência artificial e estupidez natural.

Rompemos em 2015, ano em que começou a engenharia do golpe que derrubou Dilma Rousseff, conflito que ficou acima de uma relativa amizade entre nós e nos colocou definitivamente em pontos antagônicos.

“Fala ai André. Para evitar que a gente se estresse por causa de opiniões divergentes vou parar de te seguir, ok? Estarei por aqui se quiser falar comigo. Grande abraço. 

Bem, eu não estou estressado com você, tanto é que nunca deletei algum comentário seu. Se não curto é porque não concordo. Politicamente, estamos em campos opostos, mas isso é da vida, e com educação e respeito à opinião do outro, leva-se na boa, penso eu. Mas fique à vontade. Grande abraço.”

“Também não me estresso com você, e quero evitar que isso aconteça

“Perfeito, mas nada do que escrevo é dirigido a você ou a qualquer outra pessoa que, com todo direito, não concorde comigo. Quando falo de política, meu alvo é a conjuntura. Mas, grande abraço!”

Foi a última vez que nos falamos.
A conversa demonstra que havia civilidade entre opositores, mas que ela não impedia o rompimento de relações que durante anos tangeram a linha da amizade.
Me recordo que me senti meio vazio aquele dia, uma daquelas vezes em que se procura sentido, propósito.
Hoje soube que ele morreu anteontem.
Apenas três meses mais velho do que eu.
Passou mal, sentou-se e morreu, mais rápido do que votar na urna eletrônica.
Torço que não tenha sentido dor ou algo semelhante.
Morreu rompido comigo, por divergências ideológicas, e isso faz com que a morte deixe um vazio ainda maior e mais sem sentido.

Pequena conversa com Deus*

– Qual é a dele? – perguntou.

– Sei lá, vive de boa…

– Como assim de boa?

– Sei lá, não faz fofoca, não é traíra, não diz uma coisa e faz outra pelas costas…

– Sei…

– Outro dia pagou um lanche pro engraxate que não tinha conseguido escovar um sapato. Comprou também remédio pra tia sem perna que fica na esquina pedindo…

– Sei…

– Ele não contou não. Eu que vi e tô te dizendo. Ele é de boa, só diz que você não existe, que não fez nada disso aí que dizem de você…

Deus pensa. Aí fala.

– Olha só, tenho que resolver o caso de um padre que abusava das crianças atrás da igreja. Tem também o pastor que tomou a aposentadoria da velhinha cega, e o presidente de um centro espírita que fala em caridade, mas não lava nem a louça pra mulher…

– Sei. E aí?

– Deixa o cara pra lá, tô preocupado se ele acredita em mim não. Tenho mais o que fazer, tá ligado?

– Podicrê. Valeu, Deus!

– Valeu. E se liga você também, fica esperto.

– Boto fé…

*Publicado originalmente em 10/02/2017 

Maceió e o gordinho esganado


Por onde passo, praticamente não vejo árvores.  Ela me explica que havia muitas, e então reparo em canteiros vazios, alguns abrigando a raiz morta, ainda em exposição. “Os moradores cortaram, ou pediram para cortar. Não gostam que ninguém aproveite a sombra e estacione o carro na calçada da casa deles”, ela me explica.

Esse pensamento estúpido, tacanha, mesquinho não é um regionalismo. Em Brasília, já ouvi gente dizer que derrubou uma mangueira porque “aquela praga só sabe jogar folha morta no chão pra gente varrer“. É um mundo difícil, um país difícil, em que, em tempos de aquecimento global, há quem prefira virar torresmo debaixo desse sol inclemente a varrer folhas ou procurar vaga para estacionar.

“Quando chegamos aqui, em 1987, era tudo assim”, e, apontando, ela mostra uma belíssima casa na beira da praia, que sustenta uma arquitetura moderna ainda hoje; de traços arrojados que, mesmo para quem está na calçada, deixam nítido que privilegiam a claridade e a ventilação, naturalmente vindas da praia.

As casas que, penso eu, outrora deveriam dar à cidade a justa e adequada imagem de balneário dos sonhos, foram dizimadas – ela me explica -, para que em seus imensos terrenos se erguessem monstros de dez, quinze andares, revestidos pelo mau gosto do granito e do vidro fumê, consagrando o ar condicionado e a iluminação artificial como modo de vida e jeito de estar em casa. Ela me descreve como as casas foram desparecendo, “às vezes quatro, cinco de uma só vez”, e então eu imagino um moleque gordo, mal educado e esganado dando cabo, em dez minutos, de um imenso pacote de biscoitos recheados de gordura trans. Seu nome é construção civil, filho da ganância e do lucro, afilhado da corrupção do Estado.

Andamos calados, procurando marquises que nos socorram na ausência das árvores.  “Eu imaginava que a cidade fosse totalmente diferente”, confesso sem graça, sem querer me estender e acrescentar que a sinto opressiva. Que contrassenso: opressão e beira-mar. Ela sorri, como se não esperasse que eu dissesse nada muito diferente. “A minha médica mora aqui”, e ela aponta outra casa, antiga, bonita, elegante. Casa boa. Me vêm à cabeça um grupo de jovens, colegas de universidade, ali, naquele jardim, quarenta e tantos anos atrás, num fim de tarde numa roda de violão. “Não passa uma semana sem vir alguém de construtora bater aqui perguntando se ela quer vender. Ela diz que só sai daqui morta. Devem vir para conferir se ela ainda está viva”, e brinca. É uma situação em que só cabem conformação bem humorada ou fuga, pois não há mais como reverter nada. “A cidade que você imaginou existiu sim, era assim”, e ela aponta novamente a casa da médica, “só que você chegou com mais de quarenta e cinco anos de atraso.” Eu sorrio, nostálgico, não pelo lugar, que não é meu, nunca foi. Sorrio nostálgico por um modo de vida humanizado que deixou de ser, aqui, lá, acolá. Sorrio nostálgico pelos violões e pelos jovens mudos, sem canções. E em seguida rio sarcástico: Alguém tocará violão na portaria desses prédios que lembram mausoléus ao se pretenderem modernos, mas que na verdade parecem mais os monstros daquele desenho dos anos oitenta, o Transformers?

O efeito disso, desses monstros luxuosos, não está apenas no alto, na projeção artificial de sombras e no bloqueio do vento, como aconteceu em Copacabana, nos anos 1950, mas também embaixo, nas ruas estreitas onde a alta classe média gosta de se impor em suas SUVs trogloditas, suas camionetes gigantescas e seus Jipes de guerra, perfeitos para os filmes americanoides rodados em cidades de imensas avenidas, como Los Angeles. Aqui são ruas em que havia dez casas em cada quarteirão, portanto, dez famílias saindo de manhã e voltando à noite. Agora, são quarenta famílias em cada uma das dez ou quinze gaiolas de fumê e granito ao longo das ruas magrelas. Não pode dar certo. É engarrafamento e stress que as agências de viagem precisam se esforçar muito para jogar debaixo do tapete.

“É o progresso!”, e de súbito me lembro de um mero conhecido, exultante, saudando o erguimento de um desses monstrengos alguns anos atrás em outra capital, cerca de três horas daqui, outra joia da coroa que é esse litoral. Os monstros de concreto, granito e fumê ganharam os céus, as casas foram dizimadas e as ruas viraram simples canaletas entupidas de aço e borracha porque entende-se como progresso essas edificações excludentes não apenas do ser humano, já que no mínimo oitenta por cento da população só entra nesses edifícios a trabalho, mas também do meio ambiente, do saneamento básico que sustente tanto impacto, da água de qualidade que chegue a todas as torneiras e do urbanismo como instrumento de fazer a cidade para todos, seja na beira do mar, seja no subúrbio ou na periferia.

E enquanto uns comemoram seu ideal de progresso, e eu, utópico, penso nas cidades que existiram e nas que jamais existirão nesse país errado, o gordinho mal educado e esganado já abriu mais um pacote de biscoito recheado. 

A Literatura nada cansada de Alexandre Brandão

Ao dar com o título do mais recente livro de Alexandre Brandão, não resisto à piada: é uma obra cuja leitura não cansa.

Passada a cretinice, digo que sempre que vou começar um livro do Brandão, o faço com a muita tranquilidade da certeza de que vou gostar.

Seu trabalho é de uma qualidade constante nos estilos em que transita: poesia, novela e conto. Seu mais novo  lançamento não sai dessa curva, mas em vários momentos consegue surpreender (ainda): “Putz, tá melhor do que no último livro.
Elenco três contos como exemplo do que disse acima : Lipe e o Bibelô (fantástico, um final belíssimo); Chorão, em que Alexandre Brandão ensina aos escritores novos (e aos mais velhos também) como transformar melancolia em literatura; e finalmente Ao Longo da Noite, a estranha história de um pai que leva o filho para a selva noturna dos prazeres e vícios, um conto que se destaca principalmente pela originalidade da história.

Ao terminar a leitura desse novo trabalho de Alexandre Brandão, a gente fica pensando que os verbos, sei lá por qual motivo, podem até estar cansados, mas o autor anda bem animado e bem disposto, sim, senhor.

Põe na conta do homem branco e hetero


No filme Livros Restantes, estrelado por Denise Fraga, há cinco homens.

O primeiro é um sujeito alegre, carinhoso, divertido e, de certa forma, puro.

É um negro.

Os outros quatro são brancos e de meia idade.

O primeiro desses é um cara amoroso, sensível, cuidadoso, ético, de bons valores e princípios.

Ele é gay.

Dos outros três, um é pedófilo; outro, um ex-namorado da personagem de Denise, é um machista, estúpido e insensível e que, mesmo sendo casado e anos depois, insiste em transar com ela.

Por fim, o último é um cara confuso, cheio de preconceitos, e de acordo com a própria personagem principal, não aceita opiniões contrárias. É o ex-marido dela, provavelmente o único responsável pelo fim do casamento, embora isso não seja dito claramente no filme.

Repare que dos homens brancos somente o gay é quem vale alguma coisa. Todos os outros brancos são heterossexuais. E não prestam.

No filme, eles receberam o lixo da humanidade, algo que, se você reparar, vem se repetindo nos últimos anos, não apenas no cinema, mas na literatura, na publicidade sobre direitos das mulheres, gays e negros.

Defendo com veemência a luta das minorias, a briga pelas causas identitárias, mas estou ficando cansado do uso repetitivo desse rótulo: branco e hetero = machista, homofóbico e racista.

Acho que querem me obrigar a me ver como um escroque preconceituoso.

Voto no Lula desde 1989, sou de esquerda, a favor do casamento gay, da adoção de crianças por esses casais; para mim,  mulheres têm que ganhar igual ou mais do que os homens se a função exigir; o racismo é abominável e a reforma agrária é fundamental.

Querem mais ou está bom?

Não sou aquilo que está na tela e, creio, a maioria dos homens brancos e heteros também não é, e não acho legal (aliás, começo a achar discriminatório) colocarem apenas na nossa conta o prejuízo por esse mundo preconceituoso em que vivemos.

O fusca do Agente Secreto e um país que continua bem igual


Há um erro de pesquisa, creio que se chame assim,  sobre o fusca que o Wagner Moura dirige logo na primeira cena de O Agente Secreto.

O filme se passa em 1977 e naquela época os carros no Brasil não tinham retrovisor do lado direito.

Salvo um ou outro modelo de luxo, só havia retrovisor no lado do motorista.

O fusca, como carro popular, não fugia à regra.

Outro detalhe sobre os retrovisores do carro alugado pela produção: o modelo instalado no fusquinha não existia nos anos 70.

Mas isso é chateação de quem é aficionado por carro antigo.

Nenhum retrovisor tira o brilho desse baita filme, que consegue manter o espectador grudado na tela durante quase três horas de projeção.

Acho que há também uma omissão no roteiro, mas que, a exemplo dos retrovisores, não atrapalha o desenvolvimento da trama, sempre tensa, comprovando o baita ator que é Wagner Moura e mostrando um país que, se prestarmos atenção, mudou menos do que deveria e precisava em quarenta e oito anos.

Aqueles tempos

Ô, viado

ô, viadinho

ô, bicha

ô, bichinha

ô, bichona
ô, boiola

ô, arrombado

ô, corno

sua mãe isso

sua irmã aquilo.

Era assim que se tratavam entre si os cavalheiros 40 anos atrás.

Boa parte continua junta, amiga e unida.

Vá tentar explicar hoje em dia aqueles tempos.

Notas de torcedor feliz

1 . Minha geração de torcedores do Flamengo conheceu a glória muito cedo.

Com apenas quatorze anos, eu já havia visto meu time ser campeão brasileiro duas vezes, da Libertadores e do Mundo.

Nossa referência de time de futebol era o Flamengo de Zico & Cia, e acabamos achando que aquilo era o normal.

Não era, e quando viramos adultos, descobrimos isso.

Estávamos nos anos 90/2000, com o Flamengo passando longe das grandes conquistas, ou perdendo, em pleno Maracanã, títulos que estavam na mão,  isso quando não nos fazia sentir a angústia da ameaça do rebaixamento, o que felizmente nunca aconteceu.

Enquanto o time se diminuía, por sua própria conta,  São Paulo, Palmeiras, Vasco, Cruzeiro e Corinthians iam papando os canecos, inclusive a Libertadores.

Se dez anos atrás um vidente aparecesse na minha frente e me dissesse que o Flamengo teria quatro títulos da Libertadores em 2025, eu o mandaria parar de beber.

E em apenas seis anos, ultrapassamos os principais vencedores brasileiros da Libertas.

Para quem, trinta anos atrás, achava que o Flamengo estava fadado a se afundar na mediocridade, esse tetracampeonato é muito mais valioso do que parece.

2. Em 2018, em um jogo entre Palmeiras e Cruzeiro, em São Paulo, a torcida palmeirense começou a cantar: “Ô, cruzeirense! Toma cuidado! O Bolsonaro vai matar viado!”.

Desculpem pôr o nome dessa pessoa nessas linhas, mas é para que a informação fique mais clara.

Não era uma parte da torcida, era um canto que tomava conta do estádio.

Depois disso, não tenho como não identificar o vice com o fascismo, até porque seu torcedor típico é quem, no geral, comunga das ideias do presidiário.

Desde então, para mim, vencer esse time se tornou também um ato político.

3. O Flamengo mora no menino que está em mim e que escolhi levar pra vida inteira.

O nefasto atraso da história


Todos os golpistas na cadeia, começando pelo golpista-mor.

No calor dos acontecimentos, talvez não tenhamos nos dado conta do que isso representa.

Jamais um milico graúdo foi parar no xilindró por causa de manejos antidemocráticos.

E agora eles vão ver o sol nascer quadrado.

O Brasil está sessenta anos atrasado em mandar esse tipo de gente pra cadeia.

Se em 1955 a patotinha golpista que tentou impedir a posse de JK tivesse tido o mesmo destino, não teríamos anos e anos de atraso democrático, de retrocesso institucional, nem a ameaça que essa gente impingiu ao país nos últimos três anos.

A justiça tarda, mas não falha; só que entre um e outro, seu atraso deixa marcas de seus estragos, que apenas o “nunca mais” pode sanar.

Foda-se, eu não te perguntei nada


Giordano Andriola esculacha de alto a baixo o que, segundo ele, é nova tendência na rede social: postar foto ao lado do médico, fazendo cara de saudável e satisfeito com a consulta ou o tratamento.

Fico contente por não ter a mínima ideia de que isso era novidade no Mundo Lixo das redes.

Rede social é para mim, atualmente, obrigação, para divulgar meu conteúdo, e como toda obrigação, traz cansaço.
Por isso, é cada vez mais raro me manifestar na postagem dos outros.

Mas às vezes a palhaçada é tão grande, que não há como ficar quieto.

“O mundo está cada vez mais babaca, alimentado por uma sociedade babaca formada por babacas e otários e otárias”, foi a espinafrada que deixei na postagem do Andriola.

Mesmo que as redes dominem há duas décadas as relações humanas, a vida de quem não conheço nunca me interessou, começando pela viagem dos sonhos, indo ao aniversário de 137 anos do avô e passando pelo “lanchinho básico com ‘miga e seu beibi”.

Por que me interessaria, então, saber que fulano que mora em Ponta Porã foi ao cardiologista?

É de se dizer: “Foda-se, eu não te perguntei nada”.

Ou perguntar: “Por que você não posta foto com o proctologista?”.

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