André Giusti - foto: Luana Lleras
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Metrópoles

Metrópoles

Recebo pelo zap link com matéria (confira abaixo) sobre habilidades profissionais exigidas atualmente pelo mercado.

A lista é dividida entre soft e hard skill, ou seja, leve e pesada.

Supero a antipatia por esses termos tecnicistas propagados pelo linguajar da administração e do marketing e chego ao final da matéria.

Fico feliz (e vaidoso) porque vejo que tenho praticamente todas essas habilidades, mas uma me falta, e também por isso me vi feliz ao cabo da reportagem.

É que entre as soft skills está uma tal “se engajar em conversa fiada”.

Na mesa do bar, na pausa do café me parece algo natural, quase orgânico, mas aí me lembro que a matéria pode estar se referindo àquelas risadas forçadas para aquelas piadas babacas e sem graça que se contam (geralmente um superior na empresa) enquanto se espera começar a reunião desnecessária e que não vai dar em nada (como são 90% delas).

Se depender dessa habilidade, estou desempregado.
*

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Webdiario - Osasco- SP

Webdiario – Osasco- SP

Tomara
mas tomara mesmo que nem você
nem seu marido ou mulher
sua filha
suas filhas
seu filho
seus filhos
sua netinha
netinho
seu pai
sua mãe
sua namorada
seu namorado
seu caso
sua amante
seu amante
seus irmãos
os tios e primos queridos
o amigo do peito
o vizinho bacana gentil educado
o companheiro de pelada
a amiga do café da tarde…

Tomara que nenhum deles seja assassinado por uma arma conseguida com as facilidades permitidas pelo presidente que você elegeu.

Tomara.

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1o. de janeiro de 2003. Eu era repórter em Brasília da TV Gazeta de São Paulo. Fiquei a menos de 100 metros desta cena, experimentando aquele sentimento que nessas horas todo jornalista tem de que está presenciando a história acontecer. Hoje, olhando essa foto, o que me ocorre é Belchior: “…e na parede da memória, essa lembrança é o quadro que dói mais…”.

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Brasília de fato

Brasília de fato

O que vai acontecer a partir de agora deve servir de aprendizado, porque tudo que nos acontece é lição, embora quase nunca a gente perceba.

A 1ª lição, para mim, já está dada, mesmo que esse novo (?) tempo ainda nem tenha começado.

Essa lição é algo que comprovei em minha vida pessoal nos últimos seis anos: a felicidade acaba e os rompimentos e as perdas são inevitáveis.

Aliás, a dor nessa vida é inoxorável e o nosso problema é achar que ela não faz parte, que ela é um incidente, uma derrapagem, um evento extraordinário.

Não, ela é do jogo, e também fenece, passa, como seus contrários alegria e prazer.

Então, tá tudo certo, se a gente pensar assim: tivemos dias ensolarados de praia, em que as ondas, a areia, o vento eram para todos.

Agora é a vez da tempestade, com suas nuvens bem escuras, raios ameaçadores e trovões sacudindo paredes e vidraças.

Normal, vai acabar também, e servirá para que valorizemos ainda mais os dias de sol, para que nos encorajemos a sair na tempestade, construindo novos dias azuis, refletindo, inclusive, sobre o que fizemos de errado para que o tempo virasse assim desse jeito, com esse gosto amargo de dilúvio do retrocesso.

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Brasília, DF, domingo, 18h36. Área em frente ao Bloco J da Super Quadra Norte 314. O proprietário, ou proprietária, do Kia Soul, placa do DF JJH 6534 considera que o meio da rua é vaga, tudo em nome de seu conforto e comodidade. É a cara de uma classe média que quer o cumprimento de leis e regras, desde que, é claro, seja pelos outros.

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A pé ele não vai longe fala do perdão, bom atalho para se mudar o mundo a partir de nós mesmos. Mas além desse, há outro belo motivo para se assistir ao filme. A atuação de Joaquim Phoenix, nos meus parcos conhecimentos de cinema, é candidatissima ao Oscar de melhor ator. Dica de programa para quem, como eu, quer passar o 1o. de janeiro como se este dia pudesse não existir na história do país.

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Comprei uma camiseta infantil pela internet nas Lojas Americanas.

Custou R$ 36. Paguei de frete para Brasília cerca de R$ 18.

Buscando na rede, dei com outra camiseta: R$ 44, à venda no site Elo7, do qual nunca ouvi falar.

Resolvi pedir.

Na hora de fechar o pedido, o susto: R$ 58 de frete, para o mesmo endereço e na mesma modalidade de entrega do pedido anterior.

Aí percebi que a mercadoria estava em promoção, custando mais ou menos a metade do preço.

Só que esse “desconto” vai embora do bolso do consumidor no preço do frete.

E como o frete é pago por quem vende com o dinheiro da venda ao consumidor, porque o dinheiro não vai direto para os Correios, para mim ficou claro: a diferença, ou boa parte dela, do “ desconto” volta para as mãos do site.

Cancelei a compra, reclamei e recebi como resposta a desfaçatez do vendedor de que os tais R$ 58 são o valor cobrado pelos Correios.

Por que nas Lojas Americanas então o frete custa R$ 40 mais barato?

Uma armadilha para o cliente, picaretagem no linguajar comum.

Não corri atrás para saber quem é ou quem são os donos do site, mas não duvido de que seja ou sejam um desses que bradam por um ‘país passado a limpo, livre da corrupção’.
*
Acesse http://www.andregiusti.com.br/site/

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Conheço Brasília há 20 anos.

Nesta época do ano, a cidade recebe gente pobre do interior de Minas, Bahia, Goiás, Tocantins.

Vêm atrás de doações no lugar de maior renda per capita do Brasil.

Há os aproveitadores, picaretas, que de miseráveis não têm nada, mas não são a regra.

Pois nessas duas décadas, nuncas vi tanta barraca de lona em Brasília, tanta gente pobre pedindo, mendigando.

Por que será, hein?

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Senhor, ponha em nosso caminho quem tem fome, para que a gente possa ao menos dar um prato de comida e te agradecer dessa forma a fartura que temos nesse mundo de tanta desigualdade.

Foto Ana Maria de Souza

Foto Ana Maria de Souza

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Ele se opôs à tirania do Estado e à opressão do establishiment, colocando-se ao lado dos pobres, dos discriminados, dos excluídos pelo status quo. Ele fez a revolução com a única arma que empunhou: o amor. Feliz Natal!

São Gonçalo do Rio das Pedras, MG Foto de Maria Beatriz Madeira Giusti

São Gonçalo do Rio das Pedras, MG
Foto de Maria Beatriz Madeira Giusti

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