André Giusti - foto: Luana Lleras
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É difícil cobrar do prefeito se não damos a descarga

Difícil arriscar o que vai na cabeça de alguém que usa o banheiro de uma academia de ginástica e não dá a descarga. E faz o mesmo no curso preparatório, na universidade, no bar da moda. O que motiva uma pessoa a não repetir num ambiente público o gesto mínimo de civilidade que, certamente, não [...]

Difícil arriscar o que vai na cabeça de alguém que usa o banheiro de uma academia de ginástica e não dá a descarga. E faz o mesmo no curso preparatório, na universidade, no bar da moda.

O que motiva uma pessoa a não repetir num ambiente público o gesto mínimo de civilidade que, certamente, não se omite em praticar em casa?

Por outro lado, a partir do exemplo, é fácil imaginá-la atirando papel pela janela do carro, estacionando ‘só por um minutinho’ na vaga do idoso, do deficiente físico.

É a mesma pessoa que escolheu três semanas atrás, e que, em alguns casos, vai escolher neste domingo quem vai ser o prefeito da cidade em que mora.

Logo o prefeito, essa espécie de síndico em larga escala, responsável pela limpeza, pela ordem do espaço urbano.

Em qual prédio se pode morar bem sem que o morador colabore com todos, inclusive com o síndico?

A colaboração é a mãe da cobrança.

É difícil cobrar do prefeito se não damos sequer a descarga.

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Comentário (1)

  1. Denise Giusti -

    Muito bom, André! Sem falar no aspecto “honestidade”, quando dirige avança o sinal, se recebe um troco a mais, guarda e ainda acha que se deu bem e etc. Depois vai reclamar da robaleira dos que estão ou já estiveram no poder e governando o País.

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