André Giusti - foto: Luana Lleras
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Mensagem de um passageiro desistente (ou eu acreditei nos ônibus de Brasília)

Trabalho a cerca de 10 minutos da minha casa, se o trajeto for feito de carro. De ônibus, o tempo sobe para 25. Nada de intransponível. No final do ano, achei que o custo de meia hora a mais no deslocamento de ida e volta compensava para escapar do trânsito de Brasília, uma espécie de [...]

Trabalho a cerca de 10 minutos da minha casa, se o trajeto for feito de carro. De ônibus, o tempo sobe para 25. Nada de intransponível.

No final do ano, achei que o custo de meia hora a mais no deslocamento de ida e volta compensava para escapar do trânsito de Brasília, uma espécie de paciente crônico que piora a cada dia. Inclusive financeiramente, esse custo também seria compensador: a soma do valor gasto com passagens é metade do gasto com gasolina.

Comecei a viver um caso de amor com as zebrinhas do Plano Piloto, ônibus pequenos que rodam apenas por Brasília e adjacências.

Até que, dentro do que o Governo do Distrito Federal chama de reforma do sistema de ônibus na capital do país, os veículos antigos foram trocados, bem como as empresas que operavam as linhas. E como eu disse alguns dias atrás, os ônibus velhos levaram junto a pontualidade.

Na semana passada, o veículo que passava 8h30 começou a passar às 8h45. “Ok, tudo bem, não vou desistir, vou me reprogramar”, pensei, convicto de que é um absurdo colocar mais um carro na rua para percorrer um caminho de apenas 10 minutos.

Eis que hoje o de 8h45 decidiu passar 10 minutos antes, tendo eu conseguido vê-lo arrancar, quando eu estava a menos de 50 metros do ponto. Ainda cheguei a acreditar que viria o de 8h45. E veio. Depois das 9h.

Fico por aqui prometendo não tocar mais no assunto, antes que isso vire o monótono diário de um passageiro de zebrinha. Mas antes de encerrar, deixo um recado ao Governo do Distrito Federal: a partir de amanhã, haverá novamente mais um carro nas ruas de Brasília.

 

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