André Giusti - foto: Luana Lleras
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Neste carnaval, viva o imutável!

Anos atrás foi lançado um CD de algumas músicas dos Beatles com arranjos de chorinho. A crítica desceu o pau. Nem precisava tanto para que eu não comprasse. Betleamaníaco e admirador de chorinho, nunca consegui enxergar casamento entre o ritmo que consagrou Pixinguinha e a música imortal dos quatro de Liverpool. Tal feito comida, algumas [...]

Anos atrás foi lançado um CD de algumas músicas dos Beatles com arranjos de chorinho.

A crítica desceu o pau. Nem precisava tanto para que eu não comprasse. Betleamaníaco e admirador de chorinho, nunca consegui enxergar casamento entre o ritmo que consagrou Pixinguinha e a música imortal dos quatro de Liverpool.

Tal feito comida, algumas genialidades não se deve misturar. Adoro feijão; amo espaguete. Em pratos separados, em dias diferentes.

Gosto de mudanças, defendo inovações, busco novidades, mas nem sempre esses movimentos significam acerto. Às vezes, deixar como está, como sempre foi, é melhor, inclusive para o bom gosto, para a qualidade do produto final.

Escrevo porque li que o um bloco de carnaval em São Paulo cismou de tocar Nirvana.

Não ouvi. Nem quero. Espero ter os ouvidos poupados.

Meu grito de carnaval hoje é: viva o imutável!

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Comentários (4)

  1. André Giusti Autor do post -

    Obrigado, Ingrid! Seja bem-vinda ao blog.

  2. ingrid -

    muito bom encontrar esse tipo de leitura por aqui.

  3. Fred -

    Se voce acha genial, não tente modificar ou melhorar, é pretensao.

  4. Denise Giusti -

    Realmente, concordo contigo, tem coisas que não devem mudar! Ótimo texto.

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