André Giusti - foto: Luana Lleras
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O cansaço diário da tecnologia

Por esses dias, estava prestando serviço em uma repartição pública, onde me entregaram um cartão de acesso para que eu não precisasse passar todos os dias na recepção e pegar aquelas etiquetas melequentas. Para entrar no condomínio onde moro, é necessário um cartão praticamente idêntico. Este cartão deixo sempre no carro, já que em Brasília [...]

ttssupremo.blogspot.com

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Por esses dias, estava prestando serviço em uma repartição pública, onde me entregaram um cartão de acesso para que eu não precisasse passar todos os dias na recepção e pegar aquelas etiquetas melequentas.

Para entrar no condomínio onde moro, é necessário um cartão praticamente idêntico.

Este cartão deixo sempre no carro, já que em Brasília a vida é mesmo sobre rodas, mas sempre que vou dar minha corrida diária pelas redondezas, preciso levar o cartão para passar na portaria do condomínio.

Então, nesses dias, subo pro apartamento com ele no bolso.

Ontem, pus um cartão ao lado do outro: o do trabalho e o do condomínio. Na hora de sair à rua, nada da catraca liberar minha passagem. Claro, havia levado o do trabalho.

Voltei ao apartamento, desci com o cartão certo. Ok, noite tranquila.

Hoje de manhã, entro no carro, ligo o motor, mas dou pela falta do cartão. O do trabalho.

Desligo o carro, volto ao apartamento.

Vou abreviar a parte que vai da porta à garagem. Já estou na portaria e preciso passar o cartão, o outro, que libera a saída dos carros. Mas cadê ele?

Dou a ré, estaciono de novo, subo outra vez.

Subindo e descendo, indo e voltando, esquecendo e lembrando, perdi uma meia hora no total.

Meu pai passava a tranca no portão de casa e ia embora ganhar o pão de cada dia. Chegava no trabalho, dava bom dia ao porteiro e subia. Sua cara conhecida era sua senha de acesso.

Depois que finalmente consigo sair do condomínio, me preparo para as senhas que confundirei em algum momento até a noite: a do cartão de débito, a do cartão de crédito, a que acessa aquele documento, a do site do banco.

Numa época de tanta tecnologia, minha cabeça às vezes parece um paleolítico 486.

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Comentários (2)

  1. Denise Giusti -

    Hahaha… pensei que fosse eu que só me sentisse assim… Muitas senhas na cabeça, muitas vezes digito alguma errada e lembro essa é de tal cartão, mas com tantos números assim na memória… Como será daqui alguns anos, minha memória estará mais fraca? É muita tecnologia, converso com meus botões, fora outras coisas mais. Hahaha…

  2. Denise Giusti -

    Hahaha… pensei que fosse eu que só me sentisse assim… Muitas senha na cabeça, muitas vezes digito alguma errada e lembro essa é de tal cartão, mas com tantos números assim na memória… Como será daqui alguns anos, minha memória estará mais fraca? É muita tecnologia, fora outras coisas mais. Hahaha…

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