André Giusti - foto: Luana Lleras
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O helicóptero da hipocrisia

Política é ambiente dos cínicos e partidos políticos são território dos hipócritas. Todos eles, em maior ou menor grau, mesmo os que possuem certa consideração e preocupação com a sociedade, distanciam seus discursos de campanha ou de tribuna (quando seus representantes são eleitos) da prática diária nos parlamentos ou palácios de governo. Mas, no quadro [...]

Paulo Brant, vice-governador de MG e o governador Romeu Zema (Novo)

Política é ambiente dos cínicos e partidos políticos são território dos hipócritas.

Todos eles, em maior ou menor grau, mesmo os que possuem certa consideração e preocupação com a sociedade, distanciam seus discursos de campanha ou de tribuna (quando seus representantes são eleitos) da prática diária nos parlamentos ou palácios de governo.

Mas, no quadro atual, o tal partido Novo se supera na hipocrisia.

É o partido do banqueiro João Amoedo, candidato que, após a comprovação dos esperados desatinos do governo Bolsonaro, começou a receber tantas declarações posteriores de voto no 1º turno do ano passado, que é de se estanhar que não tenha ido para o 2º turno.

É o partido que prega o Estado mínimo, enxuto, com arrocho nos gastos públicos, mas cujo vice-governador de Minas usou bem faceiro o helicóptero do governo para sair de um SPA de luxo no último feriado.

Mesma aeronave que, 2º a imprensa mineira, é usada sem parcimônia pelo governador, como se seu partido jamais houvesse falado em contenção de gastos, em Estado administrado como empresa.

É o partido do Estado mínimo.

Mínimo para o povo pobre; máximo para a mordomia dos governantes.

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