André Giusti - foto: Luana Lleras
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Ventar pros dois lados

Uma coisa que estamos esquecendo é que o Marco Feliciano tem legitimidade para estar lá. Entrou pelo voto popular na Câmara, e na comissão, pelo voto de quem foi votado pelo povo. A coisa é tão óbvia que chega a ser matemática.  Se chegou lá pela força da pregação religiosa, é outra discussão. Pelas regras [...]

Uma coisa que estamos esquecendo é que o Marco Feliciano tem legitimidade para estar lá. Entrou pelo voto popular na Câmara, e na comissão, pelo voto de quem foi votado pelo povo.

A coisa é tão óbvia que chega a ser matemática.  Se chegou lá pela força da pregação religiosa, é outra discussão. Pelas regras – certamente enviesadas – eleitorais e que regem o parlamento, o lugar pode realmente ser dele, como está sendo, apesar da chiadeira.

Aliás, há informações nas redes sociais que dão conta da existência de uma corrente, abaixo assinado ou coisa que os valha reunindo um milhão de assinaturas a favor do pastor que, ao que tudo indica, põe na conta da Bíblia o preconceito que ele próprio nutre contra negros e homossexuais.

E aí precisamos reconhecer também a legitimidade de quem o apoia. Conservadores e reacionários também têm o direito à manifestação, que não é propriedade das forças progressistas. O vento precisa soprar pros dois lados. Há legitimidade em pedir que o Feliciano saia e em pedir que ele fique.

Só não é legítimo preconceito. Contra negros, gays, religiosos, ateus.

Em tempo: sou heterosexual, pai de três meninas, carioca, flamenguista, rockeiro, blueseiro, precisando aparar a barba, vou tomar vinho logo mais e o Marco Feliciano não me representa.

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Comentário (1)

  1. angela giorgio -

    A lamentar, só o fato de ser flamenguista… rsrsrsr ;P
    De resto, penso como vc. Mãe de um homem feito, avó de 2 netos, carioca, tricolor e com gosto musical muito parecido… Sem barba e nada para fazer a noite,o Marcos Feliciano tbm não me representa!!!

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