André Giusti - foto: Luana Lleras
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“Além do horizonte
existe um lugar
bonito e tranquilo
pra gente se amar”

RC/EC

(Parque Olhos d’água – Fim da Asa Norte, 18h)

alémd o horizonte

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Lago Norte, sábado, 16/11, 9h05

Nuven Lago Norte 1
Nuvem Lago Norte 2

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toalhas

Brasília tem fama de ser uma cidade seca, e é, principalmente entre julho e setembro.

Mas há um lado chuvoso de Brasília que o país não conhece tanto. De novembro a fevereiro, as torneiras celestes são abertas e algumas corriqueiras tarefas ficam difíceis de serem executadas.

Secar roupa é uma delas.

Sabe-se lá o motivo, mas sempre estendi, dobrada, a toalha de banho no secador, pondo as duas metades pendendo para baixo, divididas no alto pelo varal.

De manhã, a toalha usada na noite anterior não estava seca; à noite, a usada pela manhã, muito menos.

Quantas vezes, por causa deste detalhe besta a me infortunar a rotina doméstica, mal disse os dias chuvosos e a umidade pouco conhecida deste Planalto Central.

Até que semana passada, lembrei-me que minha mãe estendia as toalhas sem dobrá-las, presas nas pontas por pregadores.

Foi o que fiz, num dia em que choveu do fim da tarde ao amanhecer.

E a toalha secou, inocentando a chuva, condenando minha pouca capacidade para acertar macetes domésticos.

Logo depois, sentindo o prazer do tecido enxuto na pele molhada do banho, pensei em quantas vezes dancei nas curvas da vida porque não tomei os caminhos que a minha mãe, até sem perceber, me disse para seguir.

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Sei lá se essa gente que se mostra tão sensata, tão ponderada não tem é um puta cagaço de se posicionar sobre as coisas.

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Um dos argumentos que o Governo e outros defensores da Copa no Brasil usaram para convencer a população de que o evento seria ótimo para o país é que daríamos um salto de qualidade em infraestrutura. Uma das molas que impulsionaria esse salto seria o transporte.

Nada mal termos a Copa por aqui e ainda deixarmos de perder duas, três horas de nossas vidas por dia para irmos e voltarmos do trabalho. Desfrutaríamos o tal legado da Copa. Lembram-se dessa expressão?

E aí, então, nos convenceram. Ou ao menos nos convenceram a ter esperança.

Pois bem. Em Brasília, o Veículo Leve sobre Trilhos, VLT, se ficar pronto, só cruzará a cidade a partir de 2018. Dois anos depois das Olimpíadas do Rio, que terá competições por aqui, quatro anos após a Copa, a mesma que nos convenceram a apoiar em troca de acreditar em cidades funcionais e mais humanas.

Não sei exatamente como andam as obras Brasil afora, mas as notícias que me chegam não são alvissareiras. A não ser dos estádios, pouco se fala em inauguração e muito em atraso, quando não superfaturamento.

De presente nebuloso, o futuro do tal legado da Copa parece nos reservar uma frustração modelo gol do Gigia na final de 50.

Gol do Gigia

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Ouvir Iron Maiden ou Judas Priest sentado no banco ao lado do motor do ônibus.
Iron Maiden

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Gostaria muito de agradecer a todos que compareceram ao lançamento de meus livros Voando pela Noite (Até de manhã) – 2ª edição e Histórias de Pai, Memórias de Filho na última sexta-feira, 8, na Livraria Blooks, na Praia de Botafogo.

Entre as dezenas de pessoas, havia companheiros queridos com os quais trabalhei há mais de 20 anos e que já não via, no mínimo, há uma década. Com todo carinho, estiveram lá para prestigiar não somente o autor, mas também a pessoa; não somente a pessoa, mas também o autor.

A noite foi a prova de que, quando o assunto são amigos e bons companheiros, a qualidade é importante, mas se ela vier também em quantidade, é ainda melhor.

Para quem não pode aparecer, e quiser adquirir os livros, é só dar uma olhada no meu site (acesso no alto do blog, à esquerda).

Um abraço e, mais uma vez, Grazie mille!

foto de capa

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Setor Comercial Sul, Brasília, 17h.
orelhão

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Os números e a história do Flamengo provam: dos seis títulos nacionais que o clube levantou, três foram com técnicos que saíram das vísceras rubro-negras. 1987 e 1992 com Carlinhos e 2009 com Andrade, isso sem falar no primeiro brasileirão, 1980, erguido sob a batuta de Cláudio Coutinho, e o segundo, 1982, com o comando de Paulo César Carpegiani. Quando das conquistas, os dois já estavam há anos na Gávea, sendo que o segundo saiu do próprio elenco para dar as ordens fora das quatro linhas.

Com exceção de Carlos Alberto Torres no tri brasileiro de 1983 (fazendo-se a ressalva de que pegou o time pronto), nunca tiramos grandes campeonatos com esses malas de Luxemburgos, Manos e Muricis da vida. Não é só craque que o Flamengo faz em casa. Técnico também.

E eis que agora, se não ainda os números, mas a história já começa a se repetir.

Jayme de Almeida, zagueiro mediano nos anos 70, leva a uma decisão nacional um time que até um mês atrás só poderia almejar como o máximo do sucesso a fuga do rebaixamento.

Se essa diretoria pretende realmente mudar a história desastrosa das diretorias do Flamengo nas últimas décadas, deveria manter Jayme de Almeida e o atual elenco.

O Flamengo não ganhou nada ainda, até porque o Atlético Paranaense merece respeito, mas só essa esperança de que o ano que vem pode nos oferecer a chance de uma temporada vitoriosa já valeu este 2013 que se anunciava trágico.
Bandeira do Flamengo

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O coelho sabido

Eu nem alfabetizado era ainda, portanto é de se esperar que esta seja mesmo a minha mais embrionária memória livresca. Tanto é que quando lembro do pouco que guardei da história, o que me vêm é a voz de meu pai lendo para mim. Talvez até por isso o livro seja a marca inicial da minha navegação por esse fantástico mar que é a leitura.

Para falar a verdade, nem sei ao certo se a foto que aparece aí é realmente da capa da mesma obra. Ao longo da vida, perdi o exemplar que eu tinha, e na busca pelo Google o que me apareceu foi esse, com essa capa, que, com certeza, não é a mesma dos meus cinco ou seis anos.

Da história, a única coisa que restou em meus desgastados arquivos de homem quarentão é que as orelhas do tal coelho eram pequeninas, e que por causa disso o “fofucho” tinha lá seus complexos. Só que o bichinho era tão gente boa, tão camarada, que Deus, lá pelas últimas páginas, pegou com carinho em seus cotoquinhos de orelha e os esticou, dando um final feliz à narrativa.

O resto da lembrança é o amor com que, todos os dias e a meus pedidos, meu pai me contava a história.

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