André Giusti - foto: Luana Lleras
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*Não necessariamente nesta ordem, e, em boa parte dos casos, algumas ao mesmo tempo

Rock’ n Roll – bem alto, pra aquietar os demônios.

Blues – para que a alma e as vísceras cantem e chorem.

Vinho (tinto) – na alegria e na tristeza, porque a vida é bela nas duas.

Chocolate amargo  – para depois do vinho.

Literatura – como defesa grito vômito coquetel antiloucura.

Livros – pra entender a realidade ou fugir dela (e prevenir  do Alzheimer).

Carros antigos – dirija um e saiba o porquê.

Camiseta calça jeans all star – para ter 15 anos sempre.

Velhos amigos – para se sentir com 15 anos sempre.

Filhas – para me sentir alguém realmente importante.

Sol – nos ombros no rosto dentro de mim.

Lua – no mar no jardim no sofá da sala escura no corpo dela nua.

Chuva – de repente e rápida ou vagarosa e o dia todo no meio da madrugada no fim da tarde na camiseta dela colada ao corpo.

Vento- pra voar sem sair do lugar.

Mar – pra ter saudades do cerrado.

Cerrado – Pra ter saudades do mar.

Rio – pra se sentir em casa, mas querer voltar pra Brasília.

Brasília – pra se sentir em casa, mas querer voltar pro Rio.

Língua – uma na outra e em outras partes.

Sexo – com tesão encanto paixão amor (nunca em hipótese alguma sem nenhum).

Marília Chartune

Leonid Afremov

 

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De verdade, de verdade mesmo, lá no fundo bem fundo, eu gosto mesmo é de quem muda quando é lua cheia.

Lua cheia

 

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No domingo de eleição comentei sobre a repórter que ficou cara a cara, ao vivo para todo o Brasil, com o Aécio Neves e se limitou a perguntar se a campanha tucana iria se intensificar a partir do dia seguinte. Perdeu a oportunidade de perguntar, por exemplo, se já nesta 2ª feira o postulante ao Planalto iria, por exemplo, atrás dos votos de Marina Silva.

Não quero pôr apenas na conta da repórter a oportunidade perdida de uma boa entrevista. O jornalismo de TV é feito por muita gente que fica atrás das câmeras – aliás, bem mais -, cuja função também é dar suporte e orientar quem está pelas ruas com microfone na mão. Se a repórter não foi mais pertinente, é possível que tenha sido também por falta de direcionamento partindo da emissora.

Mas é claro que lhe faltou, no mínimo, preparo e o chamado senso do que é notícia para que tivesse presença de espírito e arrancasse do candidato algo que o Brasil realmente precisava saber já naquele momento.

Meu comentário suscitou a lembrança de histórias cômicas sobre gafes de repórteres. Uma delas veio de  Márcio Varela, velho combatente das redações. A garota foi entrevistar a mãe do Glauber Rocha, Lúcia, mas disse que preferia esperar o próprio Glauber, pois não acreditava que aquela velhinha pudesse entender alguma coisa de cinema. Glauber já havia partido, e há muitos anos, para fazer cinema em outras dimensões.

Por minha vez, lembrei de uma que presenciei nos anos 90. Eu esperava a coletiva dos organizadores de uma grande exposição de Monet, no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio. Como estava demorando, uma repórter perguntou bem alto: esse Monet não vai vir falar com a gente não? Ao que uma outra não perdeu tempo e emendou: ah, essa gente só fala com a TV Globo.

Jornalista despreparado não atrapalha apenas o fluxo e a nitidez da informação, mas em alguns casos, como foi o deste domingo, pode mesmo impedir que a sociedade receba a informação.

E de quebra, às vezes, ainda vira piada.

repórter de TV

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Histporico

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Sunset2

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Essa disputa entre o Aécio e a Marina me lembra aquelas peladas bem animadas, em que um dos times está ganhando de 3 x 0, deixa empatar e toma uma virada para 5, 6 x 3.

Aí o time que virou relaxa, começa a pensar na cerveja  da tendinha junto ao campo e quando menos se espera, vem outro empate e nova virada, 7 x 6, 8 x 6…

Então, quem havia virado o placar primeiro tem que ir pra cima de novo tentar de novo a façanha, para que a cerveja da tendinha não desça amarga.

Por sua vez, quem  conseguiu a últimas virada se segura, olhando o relógio e, quem sabe, tentar ainda um golzinho pra fechar o caixão do adversário.

Só que assim como numa boa pelada, eleição só termina quando acaba.

Pelada

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discurso

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Sérgio Maciel, meu amigo desde o fim do Primeiro Império, lembra que está completando 30 anos o lançamento de Unforgettable Fire, o quarto disco do U2.

Embora esteja nele um dos maiores sucessos da banda – Pride – não se pode dizer que tenha tido a repercussão do anterior, War, que emplacou nas rádios do mundo inteiro dois dos maiores hits de Bono & Cia: Sunday bloody sunday e New year’s day. Em termos de fama também não ombreia com o seguinte, o épico Joshua Tree, e fica distante do inigualável Acthung Baby, em minha opinião o melhor disco dos anos 90.

Mas, mesmo não tendo a tarimba de um crítico musical, arrisco dizer que o LP (Long play, para os mais novos) daquele distante 1984 é o disco em que o U2 consolida sua personalidade musical. É ele que vai fazer com que, dali em diante, todos digam, sem dúvida, quando ouvirem uma música da banda: isso é U2!

No meu caso particular, está em Unforgettable Fire a música que fez com que realmente eu me impressionasse com o U2. Desde quando ouvi Bad pela primeira vez, o U2 se tornou a minha banda favorita, ao lado do Led, dos Stones, do The Who, do AC/DC…ficando abaixo apenas dos Beatles, porque não há como se igualar aos deuses.

Quando escutei a música pela primeira vez, tive uma visão que até hoje me acompanha. Vejo-me como uma espécie de templário, todo vestido de preto, cavalgando por um campo bem verde, num dia frio e cinzento, um cavalo igualmente preto e segurando uma bandeira azul ou vermelha (nem sempre que escuto a música ela é da mesma cor). Sei que ali vou em direção à morte ou à libertação de alguém, algo ou algum lugar. Mas isso transcende o talento de Bono e The Edge e fica por conta da minha personalidade místico/poética.

Viva os 30 anos de Unforgetable fire! E que todos os discos do U2 sobrevivam aos séculos, feito um cavaleiro andante que atravessa a eternidade.

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Me contaram de uma estagiária que no primeiro dia de trabalho recebeu sua primeira tarefa e antes de começar a executá-la, pediu à chefe para descer e estacionar melhor o carro, que estava mal parado.

Desapareceu.

Há uma lenda de que está procurando vaga pro carro até hoje.

Recentemente, uma profissional – já formada, portanto – não apareceu para trabalhar. O chefe ligou duas, três vezes, mandou mensagem, email, sinais de fumaça, bateu tambor. Lá pelo meio da tarde veio uma resposta pelo uatzáp contendo algo sobre stress e licença médica.

Talvez seja percepção própria, mas esse tipo de procedimento me parece que vem aumentando de uns anos pra cá em ambientes profissionais. A exemplo do primeiro caso, tenho visto estudantes abandonarem os estágios sem darem explicações aos superiores. Simplesmente somem, como se nunca houvessem estado ali, assumido um compromisso que poderia, inclusive, abrir-lhes as portas do futuro profissional.

Não sei se esse procedimento é fruto das relações superficiais intermediadas hoje em dia em boa parte pelo aparato da tecnologia. Como não há vínculo material, o desfecho apenas encerra o caminho pueril trilhado pela própria convivência: simplesmente deixa-se de se seguir, não se manda mais mensagens.

Colega minha aventa a hipótese considerável de as pessoas terem medo de assumir perante os outros que erraram nas escolhas: o estágio não é aquilo que pensei, o emprego não me traz felicidade.

Normal. Na vida, acho que a maioria de nossas escolhas são equivocadas.

Mas respeito, consideração pelo outro e responsabilidade deveriam fazer parte de nossos procedimentos, independentemente do rumo que escolhemos tomar.

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É muito mais difícil se livrar de um sonho do que de um pesadelo.

pesadelo 1

sonho

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