André Giusti - foto: Luana Lleras
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nonoahistoria.blogs.sapo.pt

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Um sujeito dizendo ao outro na fila do restaurante a quilo:

- Eu não me rebelei quando era jovem, não é depois de velho que vou me rebelar.

Vontade de entrar na conversa e sacudi-lo:

- Nunca é tarde, cara! Nunca é tarde!

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www.papodecinema.com.br

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O exercício do poder é uma excelente oportunidade de aprendizado.

Ele oferece a chance de ouro de a pessoa aprender, antes de mais nada, que é igual a todas as outras que a cercam, mesmo que suas responsabilidades sejam realmente maiores.

No rastro disso, há outras coisas a serem assimiladas, ensinadas de graça pela vida.

Esperar, entender que o mundo não pode parar por causa de uma necessidade nossa, ainda que ela seja grande e urgente, e sempre pedir por favor e perdão são algumas delas.

Pena que poucos poderosos parecem reconhecer – e aproveitar – a oportunidade da lição.

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Retrocesso

O Eduardo Cunha é uma espécie de lama da Samarco (Vale) contaminando ainda mais o rio sujo e doente da política brasileira.

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Reprodução Face Book

Reprodução Face Book

Eu tiraria minhas filhas dessa escola na hora.

Até porque nenhuma delas, embora louras de olhos azuis, têm cabelo liso.

Mas é claro que o recado não é para o cabelo cacheado das minhas filhas, brancas.

Infelizmente, é para o cabelo das meninas negras.

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Quando eu vou entrar ao ao vivo na TV, eu ligo pras minhas filhas assistirem.

Quando há matéria minha no rádio, mando o link para elas ouvirem.

Quando lanço livros ou publico contos em revistas, sempre reservo um exemplar para elas.

As três são parte da razão que tenho em produzir as coisas que verdadeiramente amo, e o orgulho de que elas vejam o que o pai produz é uma espécie de combustível que alimenta meu trabalho, seja em qual for o campo.

Ao ler essa notícia, meu coração está em pedaços ao imaginar que a estupidez humana pode roubar o prazer de um pai mostrar ao filho do que é capaz, provar ao pequeno (eles sempre serão pequenos) o seu valor.

E em solidariedade a este homem aí da reportagem, eu ofereço o meu coração de pai. Em pedaços.

http://extra.globo.com/casos-de-policia/prestes-se-formar-em-direito-soldador-lamenta-morte-de-filho-fuzilado-por-pms-nao-vai-nem-me-ver-de-beca-18196262.html#ixzz3tAIzXeL4&f

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Bruna Fantti/Folhapress

Bruna Fantti/Folhapress

É difícil não pensar que neste carro, no lugar daqueles cinco jovens, poderiam estar outras pessoas: as que já foram capas das revistas semanais como exemplos a serem seguidos nos diversos campos em que atuam, mas que se descobriu que seus lugares, no noticiário, são realmente as páginas policiais. Ao contrário dos cinco jovens negros e pobres, contra os quais não se levanta uma prova que os incrimine, apenas a que os inocenta: estavam indo lanchar para comemorar o aumento de salário de um deles. Salário de frentista.

Não vou citar nomes, não por medo de processo. É que não caberiam no texto e muito menos no carro.

Pensar que os verdadeiros algozes da vida nacional é quem poderiam estar naquele humilde Fiat Pálio na noite escura da periferia não é apenas um absurdo.

É ceder, por exemplo, à pena de morte não oficializada, um dos muitos falsos “encantos” da estupidez humana em nosso país, que historicamente é aplicada, por exemplo, apenas aos frentistas inocentes que gostam de passear com os amigos.

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Desde que li essa reportagem hoje de manhã, estou me perguntando, de estômago revirado, pra quê nosso dinheiro paga, por meio de impostos, gente como esta, que faz concurso público para ser bandido com a farda de agente do estado.

Invariavelmente as vítimas são negros e humildes, do subúrbio.

Desta vez, não deu nem para arranjar, às pressas, aquela versão padrão, que todos que foram repórteres de Polícia conhecem: a de que os mortos tinham envolvimento com o tráfico, o que já manchou a memória de tanta gente que morreu inocente.

Alguma hipótese dessa atrocidade ser cometida em Ipanema ou Leblon contra ocupantes de um BMW ou de um Audi?

Os reaças, e que acham direitos humanos coisa de mulherzinha ou de homem sensível demais, vão escarnecer de mim.

Eu mantenho meu pensamento:

O Brasil é um país segregacionista, racista, violento e discriminatório em sua violência.

http://extra.globo.com/casos-de-policia/cinco-jovens-sao-fuzilados-dentro-de-carro-na-zona-norte-do-rio-18174696.html?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_content=fuzilados&utm_campaign=Extra

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Clarice Madeira Giusti, 8 anos

Clarice Madeira Giusti, 8 anos

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1 – Fila de uns quinhentos metros para entrar no estacionamento do shopping, em Brasília, por causa da tal black fryday. Realmente, essa sociedade moderna me deprime.

maryjose20.blogspot.com

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2 – Na prova de uma das minhas filhas, havia uma questão perguntando: o que é natal pra você? Ela respondeu: paz, solidariedade, amor, carinho, fraternidade. Não escreveu presente, comilança, nem papai noel. Não é sempre não, mas há dias em que eu acho que estou mesmo fazendo a coisa certa como pai.

3 – Aliás, em uns dias dá mais vontade de viver do que em outros.

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www.cursodavida.com.br

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Quando detinha poder, aquele político influente na cidade, e durante algum tempo relativamente conhecido em nível nacional, era assediado em todos os lugares aonde ia.

Chegar perto dele era tarefa para os ombros e os braços.

Explico.

Era preciso usá-los para empurrar o cordão de puxa sacos e pedintes de favores e benesses.

Não largava o celular, passava a metade do tempo ocupado com seus pares na política. A outra metade falando com os jornalistas.

Nem seus assessores mais diretos conseguiam dele a atenção que queriam e precisavam para resolver pendências, pedidos, conchavos, puxasaquismos.

Uma vez, tendo próximas as eleições e vendo que seria tarefa árdua bater o concorrente ao Senado, disse a um dos assessores: “Em porta de político sem mandato, nem o vento bate”.

Não venceu as eleições.

No dia seguinte, o assédio sobre ele já era menor, e a cada dia foi se fazendo menos intenso. Praticantes de conchavos e bajuladores foram logo procurar quem os satisfizesse os interesses nos próximos anos.

Passado mais de um ano, num evento qualquer num meio de semana que deu certo movimento à noite na cidade, o agora ex-assessor conversava numa roda de conhecidos, quando sentiu lhe tocarem por trás os ombros.

Era o outrora dono do poder e da influência.

Conversaram bem alguns minutos, um querendo saber o que andava fazendo o outro.

O político mantinha a simpatia de quando pedia votos e fazia promessas. A conversa foi interrompida apenas duas vezes, para um cumprimento rápido de quem ainda nutria certo reconhecimento pelos feitos nos tempos de poderoso.

No fim da noite, terminando o evento, o político foi embora sozinho, balançando as chaves do carro.

E naquela noite não ventava.

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